2006-05-12

homenagem das 5000 páginas: António de Sousa de Macedo (1606-1682) - "a tudo se estende e nada lhe repugna"



“A tudo se estende e nada lhe repugna”, eis a feliz divisa que Hernâni Cidade encontrou, com o pretexto da obra de juventude Flores de España, Excelências de Portugal (1631), para António de Sousa de Macedo. Nesse dito me revejo, alargando-o como estímulo para toda uma multímoda obra singular, que deriva também do seu modo teorético.
Quando António Franco Alexandre, no seu recente Aracne (2004), alude, por via do sábio coração de um aranhiço, à necessidade de um cânone só seu, isto é, de uma singularidade expressiva, esquecia talvez, em gesta poética que só pode ser esquecimento, que esse é o desejo de cada escrevente. Dispersas, as palavras despegam-se da memória. E, como desde há muito se sabe ( pelo menos desde o tempo de Teuth e de Tamo), a escrita é o ramo do conhecimento que é também remédio da sabedoria e da recordação.
Posto isto, entendo que todo o texto referencial e referenciável, de quaisquer épocas, deva ser exposto à luz e à dinâmica do sentido. Acredito ainda que os mais felizes achados filológicos derivam do grato vício do escanhoamento paratextual, que permite, no sentido de Schleiermacher, a movimentação do leitor-investigador até junto do autor e o do texto original. Já aí, resplendente, o texto mostra-se e faz esquecer, deve obrigatoriamente fazer esquecer toda a acumulação de comentários e de ruídos em volta. Com o ruído em volta, deve o leitor tomar o texto, por ele ser tomado, e esquecer e ouvir o dizer originário, pois ele é memória contra o esquecimento.
Ora, quiseram o bom espírito conselheiro do Professor Doutor Telmo Verdelho e uma bem sucedida perquirição alfarrabística que até mim viesse uma obra de António de Sousa de Macedo, de título Eva, E Ave, ou Maria Triunfante. Theatro da Erudiçam, e Filosofia Christã, saída dos prelos de António Pedrozo Galram, em 1734. Foi esse o início do caminho regressivo: havia que chegar a 1676 e aos textos em vida do Autor, para assim descobrir, na contemplação intraorganísmica, as rugas e fendas de um corpo textual privilegiado, cruzado por luzes e sombras, por “labirintos e fascínios” que só um exemplar da densidade epocal poderia transmitir. Aí está, pois, uma razão indiscutível para que me aproximasse da superfície do texto e o ferisse e eventualmente o venha a esfolar. Manipular o curso desta fonte para um Tesouro da Língua Portuguesa será, se não o é já, um indeclinável prazer. Baralhe-se agora este prazer com a asserção, de novo de Hernâni Cidade, segundo a qual a curiosidade de António de Sousa de Macedo é de “voracidade pantagruélica” e alimentada por “erudição sôfrega”.
Dito isto, direi que a obra que trabalho é um texto sem possibilidade de negação e verdadeiramente positivo. Como, aliás, acontece com o autor António de Sousa de Macedo (1606-1682), que é, em conjunto com uns tantos que não vale a pena citar, um dos actores maiores de outro século de ouro da cultura portuguesa.
Existem diversos testemunhos que permitem afirmar que António de Sousa de Macedo, para além de político e diplomata, era um escritor e intelectual reputado, com parcimoniosa recepção literária e generalizada admiração epocal. Tal estado de graça é comprovado com os actos judicativos que, em diferente tom, se verteram em variadas publicações de então.
Fr. Nuno da Rocha, na censura à segunda edição da Armonia Política (1737), alude ao equilíbrio da construção textual de António de Sousa de Macedo, que permite classificar de harmónica toda a sua obra. D. Francisco Manuel de Melo, nas Obras Métricas , apresenta o nosso Autor como um homem justo e modesto, com valimento superlativo nas Artes Políticas. Ainda então, o celebérrimo Fr. Francisco de Santo Agostinho de Macedo elogia-lhe o carácter de escritor. Mais tarde, um Alexandre Herculano, no século XIX, refere-se a António de Sousa de Macedo como um grande escritor, salientando-lhe ainda a habilidade política. José Simões Dias, estruturado historiador da nossa literatura, acentua a polivalência e o esclarecimento de António de Sousa de Macedo.
Relativamente a Eva, e Ave, destaco o depoimento de um insuspeito Aquilino Ribeiro, que, referindo-se à valia da obra de Macedo, diz ter sido ela a primeira obra a descerrar no seu espírito “os largos horizontes do saber e da madureza humana.” Tal pregnância cultural, que é um modo que percorre toda a criação macedina, encontramo-la expressa desde o início do curso intelectual do escritor seiscentista.
Eva, e Ave é, de facto, um caso invulgar de memória cultural no e do Seiscentismo português. Quando Frei João de Deus expende, na primeira edição de Eva, e Ave (1676), aquele acto judicativo sobre o domínio que o autor revela no conhecimento das lições dos Santos Padres e Doutores, sabia já que essas palavras seriam as primeiras que convalidariam, no particular, o admirável carácter poliédrico do saber de António de Sousa de Macedo. Tal magnanimidade cultural é corroborada coevamente pelo Doutor Frei João da Silveira, que exalça, com indenegável seriedade, a abrangência da estrutura intelectual do escritor. Ferreira Deusdado virá a afirmar que esta obra mística de Macedo “dá ao autor o direito de ser considerado escritor clássico da nossa língua.” Não espanta, por isso, que a obra venha a ser vertida em castelhano (Madrid, 1731), por Diogo Soarez de Figueiroa, e reeditada por acção de Miguel Tornel y Olmos (Múrcia, 1882).
Eva e Ave é, sem dúvida, uma fonte privilegiada para um Tesouro da Língua Portuguesa. De facto, o repositório lexical nele plasmado, com dilatado espaço de leitura (e lembro que houve, no nosso país, edições em 1676 (2), 1700, 1711, 1716, 1720, 1734, 1766), foi um lugar amplamente frequentado e repercutido por privilegiados falantes, que terão, também por essa via, modelizado o discurso colectivo. A obra em apreço, original e lexicalmente rica, mostra a amplíssima “enciclopédia de referência”, que abrange um vasto universo do saber possível de então. Acresce ainda, com acuidade indiscutível, que a obra revela sempre um escritor dotado de elevada competência linguística e metalinguística, bem como de uma consistente competência cultural, apoiada sempre por específica e, por vezes, copiosa bibliografia. Avulta também que os exemplares observados, de edições diversas, reflectem traços de manuseio, alguns mesmo com anotações de diferentes épocas – eis, pois, outro claro sinal da influência de Eva, e Ave na modelização do discurso colectivo.
O corpus textual em análise, que contém mais de trinta mil formas e mais de duzentas e sessenta mil ocorrências, permite algumas breves conclusões, que passam por Eva, e Ave ser:
a) um indenegável “teatro da erudição”;
b) um privilegiado objecto cultural conformador da língua portuguesa;
c) um relevante espaço de fixação de uma sociedade dramática e gesticulante, de acordo com o diagnóstico de Maravall ao tempo barroco (veja-se, em Macedo, a abundante utilização do advérbio ‘não’ ou de palavras ligadas aos temas da fortuna ou da mudança);
d) um exemplificativo caso de como a pragmática do tempo agia sobre o escritor e promovia o fim moral da literatura (basta olhar para o índice de frequências);
e) um caso ecdótico complexo, não tanto pela ilegibilidade textual ou abundância de variantes (os problemas têm que ver com saltos, saltos de palavras ou manchas e algumas correcções), mas mais pelos problemas de colação que um texto em fólio deste tamanho sempre comporta, tanto mais que as notas são inúmeras e quase sempre bem informadas;
f) por último, e sem exaustão, é Eva, e Ave uma obra que, depois da morte do autor, veio a ser publicada, a partir de 1716, em conjunto com o Domínio sobre a Fortuna, e Tribunal da resão, passando a “Peroração” para o final dos dois títulos – tal facto, da responsabilidade, penso, do editor Paschoal da Silva, levanta um problema de acrescentamento que talvez colida com o desejo do Autor. E assim, é importante tentar saber se nalgum documento essa fusão fora prevista por António de Sousa de Macedo ou se se trata, como parece, de acto clandestino não coonestado por vontade autoral.
Em suma, como o diria um Klaas Huizing (O Bebedor de Livros), influenciado por Derrida, a “ciência só ganhou em continuidade e constância com o apogeu da arte da leitura correcta, isto é, da filologia.” Aceito, também, confiadamente essa “verdade”. Parecerá pouco o que convosco aqui partilhei.
Friso: Eva, e Ave de António de Sousa de Macedo é uma obra frequentada e repercutida por falantes privilegiados, cuja riqueza lexical deriva também da enciclopédia de saber que comporta, não espantando por isso a sua ampla difusão e as edições frequentes durante um século. Lida e vivenciada por um vasto público, Eva, e Ave é ainda o espelho da mentalidade seiscentista e das suas particularidades inibidoras e arrebatadoras.
Sem pressa, alguma da informação fornecida por Ana Haterly em Biblos tem vindo a ser alargada e complementada. Por dentro, é bom que em breve comece a falar o miolo do texto. Até lá, concluo dizendo:
“A filologia é essa venerável arte que em primeiro lugar reclama do seu adorador que a acompanhe, que dê tempo ao tempo, que esteja tranquilo, que seja vagaroso – como uma ourivesaria da palavra, de onde tem de sair o trabalho mais puro e cuidadoso, mas de onde não sai nada que não seja feito devagar. Ela própria não o acaba nunca; ensina a ler: ou seja, devagar, profundamente, cuidadosamente, com outros pensamentos, portas que se deixam abertas, dedos suaves e olhos amorosos. Filólogo é aquele que ensina a ler devagar.”

Bibliografia activa:
Solemnia Parnasi Philippo IV. Hispaniarum Regi pro recuperata salute soteria, Madrid, 1624; Flores de España, Excelencias de Portugal: en que brevemente se trata lo mejor de sus historias, y de todas las del mundo, desde su principio hasta nuestros tiempos, y se descubren muchas cosas nuevas de provecho, y curiosidad: primera parte..., En Lisboa: impressas por Jorge Rodriguez, 1631 [2ª ed.: Coimbra, por Antonio Simoens Ferreira, 1737, com a Armonia Politica]; Ulyssippo. Poema heroico, Em Lisboa, por Antonio Alvarez, 1640 [2ª ed.: Lisboa, Typographia Rollandiana, 1848]; Carta que escrivio a un señor de la corte de Inglaterra escrivió el Doctor Antonio de Sousa de Macedo sobre el manifiesto, que por parte del Rey de Castilla publicó su chronista D. Joseph Pellizer, Em Eisboa, na officina de Lourenço de Anveres: a custa de Lourenço de Queirò, 1641 [2ª ed.: Lisboa, por Antonio Alvares,1641]; Juan Caramuel Lobkovvitz, religioso de la orden de Cister, Abad de Melrosa, etc. Convencido en su libro intitulado, Philippus Prudens Caroli V. Imperatoris filius Lusitaniae legitimus Rex demonstratus, impresso en el ano de 1639, y en su repuesta al manifiesto del Reyno de Portugal impresso neste ano de 1642... por el Dotor Antonio de Sousa de Macedo, En Londres, impr. por Ric. Herne, 1642; Publico sentimento da injustiça de Alemanha a El-rei de Hungria, Lisboa, 1642 (Londres, 1644); Sanctissimo Domino nostro Papa Urbano VIII in Ecclesia Dei Praesidi Planctus Catholicus juris gentium pro Legatione Serenissimi, ac potentissimi Principis Joannis IV. Regis Lusitaniae contra Castellanorum calumnias [Doctor Antonius de Sousa de Macedo], Londini, ex officinâ Guillielmi Bristoliae, 1643; Genealogia regum Lusitaniae: Serenissimo Principi Theodosio principi lusitaniae, & C.: Serenissimi ac potentissimi Regis Ioannis IV, primogenito. D./ per Antonium de Sousa de Macedo, Londini, ex officina Richardi Hearn, 1643; Perfectus doctor, in quacumque scientia maxime in jure Canonico et Civili Summorum Auctorum circinis, lineis, coloribus, et penicillis figuratus per Antonium de Sousa de Macedo, Londini: ex officina Richardi Hearn, 1643; Antonii de Sousa de Macedo… Repetitiones ad Leg. Corrupt. penult. Cod. de usu fructu, & habitatione. Et ad Leg. Centurio 15. ff. de vulgari e& pupillari Substitutione, Londini, ex officinâ Richardi Hernei, 1643 ; Caramuel ridiculus Caramueli convicto / per Petrum Garciam...- [Londini ?: s.n.], 1643; Publico sentimento da injustiça de Alemanha a El-rei de Hungria, Londres, 1644; Lusitania liberata ab injusto Castellanorum dominio, Restituta Legitimo Principi Serenissimo Joanni IV. Lusitaniae Algarbiorum, Africae, Arabiae, Persiae, Indiae, Brasiliae, etc.. Regi potentissimo, Summo Pontifici, Imperio, Regibus, Rebuspublicis, Caeterisque Orbis Christiani Principibus Demonstrata per D. Antonium de Sousa de Macedo... Opus., Londini, in officinâ Richardi Heron, 1645; Caramuel ridiculus Caramueli convicto, Londres, 1645 (sob pseudónimo: Pedro Garcia); Panegyrico sobre o milagroso sucesso, com que Deos livrou a el Rey nosso senhor, da sacrilega treição dos castelhanos... / por Antonio de Sousa de Macedo.- Em Lisboa: por Paulo Craesbeeck, 1647; Soneto e Decima com titulo de Epitafio a D. Maria de Attayde nas Memorias Funebres de D. Maria de Attayde, Lisboa, Oficina Craesbeeckiana, 1650; Discurso e Pratica que fez aos Estados Geraes das Provincias unidas estando todos juntos em Cortes por morte do Principe de Orange sobre a Paz com Portugal por cuja negociação era Embaxador a 6 de Maio de 1651, Haia, 1651; Armonia política dos documentos divinos com as conveniencias d'Estado: exemplar de principes no governo dos gloriosissimos reys de Portugal ao serenissimo principe Dom Theodosio / por Antonio de Sousa de Macedo.- Na Haga do Conde: na officina de Samuel Broun impressor ingrez, 1651 [2ª ed.: Coimbra, por Antonio Simoens, 1737, com as Flores de Espanha]; Discours, fait par Monsieur de Sousa de Macedo... prez Messieurs les Estats Generaux, dans leur Assembleé Generale le 6. Mars 1651. Traduit du latin en françois.- [S.l.: s.n.], 1651; Propositions presentées par Monsieur De Souza de Macedo... lesquelles Messieurs les Estats n'ont pas voulu recevoir, n'y mesme lire.- Imprimé a Leyden: [s.n.], 1651; Propositions cathegoriques, et derniere resolution, de Monsieur De Sousa de Macedo... touchant les differens du Bresil.- [S.l.: s.n.], 1651; Reposta [sic] a huma pessoa que pedia se escrevese a vida do santo Principe D. Theodosio, Em Lisboa, na Oficina Craesbeeckiana, 1653 (sem o seu nome); Falla que fez o Doutor Antonio de Sousa de Macedo... no Juramento de Rey do muito alto, e muito poderoso Dom Affonso VI, nosso senhor. Em quarta feira 15. de Novembro 1656, Em Lisboa: na Officina Craesbeeckiana, 1656 [2ª ed.: Lisboa, por Henrique Valente de Oliveira, 1658]; Razon de la guerra entre Portugal y las Provincias Unidas de los Paizes Baxos, con las noticias de la causa de que ha procedido. Translacion del papel que en lengua portugueza se imprimiô en Lisboa este año de 1657.- [S. l.: s.n., 1657?]; Razam da guerra entre Portugal e as Provincias Unidas dos Paizes Baxos, com as noticias da causa de que procedeo, Em Lisboa: empresso por João Alvarez de Leão, 1657 (sem o seu nome). [S. l.: s.n., 1657?]. Impr. eventualmente em Lisboa (capital inicial semelhante à impr. orig. de Lisboa por João Alvarez de Leão, 1657); Een schoon Harangue aen de konincklicke majesteyt Portugael Dom Alphonso den VI. op den Dagh van Syne Krooninge gepronunchieert: door den Heer Antonio De Souza Macedo... in den naem vande drie Staten des Portugaelschen Rijckx. Uyt't Porrugees [sic] vertaelt.- In s'Graven-Hage: by Christianus Calaminus, 1657; Falla que fez o Doutor Antonio de Sousa de Macedo... no Juramento de Rey do muito alto, e muito poderoso Dom Affonso VI, nosso senhor. Em quarta feira 15. de Novembro 1656, Lisboa, por Henrique Valente de Oliveira, 1658; Decisiones Supremi Senatus Justitiae Lusitaniae, et Supremi Consilij Fisci, ac patrimonij Regis. Cum gravissimis Collegis decretae, ac in lucem editae. Per D. Antonium de Sousa de Macedo... Cum triplice indice, Ulissippone, ex praelo Henrici Valente de Oliveira, 1660 [2ª ed.: Lisboa, por João da Costa, 1677, com a obra Apologeticum juridicum pro Conceptione Immaculata Virginis in primo instanti; 3ª ed.: Lisboa, por Bernardo da Costa de Mello, 1699; 4ª ed.: Lisboa, por Bernardo da Costa Carvalho]; Relacion de las Fiestas que se hiezeran en Lisboa, con la nueva del Casamiento de la Serenissima Infanta de Portugal Dona Catalina (ya Reyna de la Gran Bretaña,) con el Serenissimo Rey dela gran Bretaña Carlos Segundo deste nombre. Y todo lo que sucedió hasta embarcase para Inglatierra, Lisboa, en la officina de Henrique Valente de Oliveira, 1662; Proposta, que sendo Secretario de Estado Antonio de Sousa de Macedo fez vocalmente por mandado de Sua Magestade à Junta dos Ecclesiasticos, Cathedraticos, e outras pessoas doutas, eMministros dos Tribunaes no Convento de Saõ Francisco de Lisboa em 8 de Março à tarde de 1663, Lisboa, Of. Henrique Valente de Oliveira, 1663 (com edição em latim pelo mesmo impressor); Relação Summaria do que tinhaõ passado sobre a pertençaõ de se confirmarem por Sua Sactidade os Bispos de Portugal, e suas Conquistas, nomeadas por ElRey, Lisboa, por Henrique Valente de Oliveira, 1663 (com edição em latim pelo mesmo impressor); Mercurio Portuguez, ou Relaçoens dos Sucessos militares entre Portugal, e Castella resumidos a cada mez desde o principio do ano de 1663 até ao fim do ano de 1666, Lisboa, Na Officina de Henrique Valente de Oliveira, 1663-1667; Manuscritos: Direcção politica ao bom governo com documentos Católicos; Exercitacion critica en las Rimas de los Lupercios (prosa e verso); Tractatus analythicus de seruitiis vassallorum remunerandis a Principe et actione pro eis competente[Manuscrito] / D. Antonij de Sousa de Macedo.- [16--]; Diversos Titulos de Familias do Reyno sendo a principal a dos Macedos donde descendia por varonia; Epitome Panegyrico dela vida admirable, y muerte gloriosa de Santa Rosa Maria Virgen Dominicana, En Lisboa, en la officina de Antonio Craesbeeck de Mello, 1670; Eva, e Ave ou Maria triumphante. Theatro da erudiçam, e da philosophia chrystam. Em que se representam os dous estados do mundo: cahido em Eva, e levantado em Ave... Escrevia Antonio de Sousa de Macedo. Primeira, e Segunda parte, Lisboa, na officina de Miguel Deslandes, 1676 [2ª ed.: Lisboa, por Antonio Craesbeeck de Mello, 1676; 3ª ed.: Lisboa: na officina de Miguel Deslandes: a custa de Antonio Leite Pereira, mercador de livros, 1700; 4ª ed.: Lisboa, Officina Deslandesiana, 1711; 5ª ed.: Lisboa, por Paschoal da Sylva, 1716; Lisboa Occidental, Na Officina de Antonio Pedrozo Galram, 1734; Decima impressam, à custa de Joseph Leite Pereira: Lisboa: na Officina de Francisco Borges de Sousa, 1766 ]; Eva, e Ave ou Maria triumphante. Theatro da erudiçam, e da philosophia chrystam. Em que se representam os dous estados do mundo: cahido em Eva, e levantado em Ave... Escrevia Antonio de Sousa de Macedo. Primeira, e Segunda parte. Impresso em Lisboa: á despesa de Antonio Craesbeeck de Mello, impressor da Casa Real, 1676; V. Cl. D. Antonii de Sousa de Macedo... Decisiones Supremi Senatus Justitiae Lusitaniae, & supremi Consilij Fisci, ac patrimonij Regij, cum gravissimis Collegis decretae: triplici indice locupletatae, editio secunda, Ulyssipone, typis, & sumptibus Joannis a Costa, 1677; Dominio sobre a fortuna, e tribunal da razaõ: em que se examinam as felicidades, & se beatifica a vida no patrocinio da Virgem mãy da graça, horoscopo da constellaçaõ melhor afortunada / escrivia Antonio de Sousa de Macedo &c. Lisboa: na officina de Miguel Deslandes: a custa de Antonio Leite Pereira, 1682 [2ª ed.: Lisboa, Paschoal da Silva, 1716, com Eva e Ave]; V. Cl. D. Antonii de Sousa de Macedo... Decisiones Supremi Senatus Justitiae Lusitaniae, & supremi Consilij Fisci, ac patrimonij Regij, cum gravissimis Collegis decretae, triplici indice locupletatae, editio tertia, Ulyssipone, typis Bernardi a Costa de Carvalho, 1699; Eva, e Ave, ou Maria Triumphante. Theatro da erudiçam, e da philosophia christã, Em que se representão os dous estados do mundo: cahido em Eva, e levantado em Ave. No patrocinio da Magestade Augustissima da Rainha dos Ceos. Escrevia Antonio de Sousa de Macedo. Primeira, e segunda parte.- Lisboa: na officina de Miguel Deslandes, Impressor de S. Magestade: a custa de Antonio Leite Pereira, Mercador de Livros, 1700; Eva, e Ave, ou Maria Triunphante: theatro da ervdicam & filosofia chistaa, em que se representäo os dous estados do mundo: cahido em Eva, e levantado em Ave, No patrocinio da Magestade Augustissima da Rainha dos Ceos / escrevia Antonio de Sousa de Macedo, primeyra, e segunda parte.- Lisboa: na Officina Real Deslandesiana, á custa de Carlos do Valle Carneyro, 1711; Eva, e Ave ou Maria Triunfante: Theatro da erudiçam & filosofia christãa, em que se representão os dous estados do mundo : cahido em Eva e levantado em Ave.- Lisboa: na officina de Pascoal da Sylva, 1716, com Dominio sobre a fortuna; Dominio sobre a fortuna, e tribunal da razaõ: em que se examinam as felicidades, & se beatifica a vida no patrocinio da Virgem mãy da graça, horoscopo da constellaçaõ melhor afortunada / escrivia Antonio de Sousa de Macedo &c, Lisboa, Paschoal da Silva, 1716, com Eva e Ave; Eva, e Ave ou Maria Triunfante. Theatro da Erudiçam & Filosofia Christãa, Em que se representão os dous estados do mundo : Cahido em Eva. E levantado em Ave. Primeyra, e segunda parte, offerecida ao Eminentissimo Senhor Nuno da Cunha de Attaide, Presbytero Cardeal da Santa Igreja de Roma, Bispo Inquisidor Gèral, Capellaõ mòr de S. Magestade, do seu Conselho de Estado, & do seu Despacho, &c. Escrevia Antonio de Sousa de Macedo acrescentado nesta quinta impressaõ com o dominio sobre a Fortuna, Lisboa Occidental: na Officina de Antonio Pedrozo Galram, 1720; Eva, y Ave, o, Maria triunfante: theatro de la erudicion, y philosofía christiana en que se representan los dos estados de el mundo : caido en Eva, y levantado en Ave: primera, y segunda parte / escribia Antonio de Sousa de Mazedo ponese tambien el tratado del Dominios sobre la fortuna, del mismo autor; traducela en lengua castellana el doctor don Diego Suarez de Figueroa, Madrid, en la imprenta de la Viuda de Francisco del Hierro, 1731 [2ª ed. castelh.: Murcia, Librería de Miguel Tornel y Olmos, 1882]; Decisiones Supremi Senatus Justitiae Lusitaniae, et Supremi Consilij Fisci, ac Patrimonij Regij, cum gravissimis collegis decretae, V. Cl. D. Antonij de Sousa de Macedo... triplici indice locupletatae, editio quarta, huic editioni accedunt additiones, quae singulas decisiones exornant, & augent / auctore D. Francisco Antonio Xaverio de Almeyda, Conimbricae, apud Ludovicum Seco Ferreyra: a custa de Luis Seco Ferreyra mercador de livros, 1734; Ave. Eva, e Ave ou Maria Triunfante. Theatro da Erudiçam & Filosofia Christãa, Em que se representão os dous estados do mundo : Cahido em Eva. E levantado em Ave. Primeyra, e segunda parte, offerecida ao Eminentissimo Senhor Nuno da Cunha de Attaide, Presbytero Cardeal da Santa Igreja de Roma, Bispo Inquisidor Gèral, Capellaõ mòr de S. Magestade, do seu Conselho de Estado, & do seu Despacho, &c. Escrevia Antonio de Sousa de Macedo acrescentado nesta quinta impressaõ com o dominio sobre a Fortuna, - Lisboa Occidental, Na Officina de Antonio Pedrozo Galram, A’ custa de Miguel de Almeyda de Vasconcellos, Livreyro das Tres Ordens Militares, 1734; Flores de España, Excelencias de Portugal. En que brevemente se trata lo mejor de sus historias, y de todas las del mundo, desde su principio hasta nuestros tiempos, y se descubren muchas cosas nuevas de provecho, y curiosidad: primera parte..., Coimbra, por Antonio Simoens Ferreira, 1737, com a Armonia Politica; Armonia política dos documentos divinos com as conveniencias d'Estado: exemplar de principes no governo dos gloriosissimos reys de Portugal ao serenissimo principe Dom Theodosio / por António de Sousa de Macedo.- Coimbra: Na Off. António Simoens Ferreyra, 1737; Eva, e Ave ou Maria Triunfante: Theatro da erudiçam & filosofia christãa, em que se representão os dous estados do mundo : cahido em Eva e levantado em Ave.- Decima impressam, à custa de Joseph Leite Pereira: Lisboa: na Officina de Francisco Borges de Sousa, 1766; Eva y Ave ó María Triunfante: Teatro de la erudicion y filosofía christiana, en que se representan los dos estados del mundo : caido em Eva y levantado en Ave, escrita en portugués por Antonio de Sousa de Macedo y traducida al castellano por el Dr. Diego Suarez de Figueroa.- Murcia: Librería de Miguel Tornel y Olmos, 1882; Duas cartas escritas de Inglaterra a el-rei D. Joäo IV / [por] António de Sousa de Macedo, publicadas por Edgar Prestage.- Lisboa: Academia das Sciencias de Lisboa, 1916; Flores de España Excelencias de Portugal, Lisboa, Alcalá, 2003. Edição Fac Símile. “IMPERITURA. ANTIQUORUM AUCTORUM OPERA SELECTA”- I. Prefácio de Pedro da Costa de Sousa de Macedo (Villa Franca).



ANTÓNIO DE SOUSA DE MACEDO (1606-1682)- Escritor e homem público nascido no Porto. Doutorado em Direito Civil pela Universidade de Coimbra. Desembargador da Casa da Suplicação, secretário da embaixada a Londres no tempo de D. João IV, embaixador na Holanda e secretário de Estado de D. Afonso VI. Faleceu em Lisboa.

Eva, e Ave de António de Sousa de Macedo é uma obra frequentada e repercutida por falantes privilegiados, cuja riqueza lexical deriva também da enciclopédia de saber que comporta, não espantando por isso a sua ampla difusão e as edições frequentes durante um século. Lida e vivenciada por um vasto público, Eva, e Ave é ainda o espelho da mentalidade seiscentista e das suas particularidades inibidoras e arrebatadoras.

PRINCIPAL BIBLIOGRAFIA: Flores de España (1631), Ulyssipo (1640), Eva, e Ave (1676), Dominio sobre a Fortuna (1682).





4 comentários:

porfirio disse...

boa noite martim

:
elogio uma vez mais o teu poder reciclador no intermezzo narrativo dos seres poéticos que, apesar de distantes, ainda iluminam e muito os parágrafos do quotidiano.

abraço

Mendes Ferreira disse...

é obra....é amor...é vontade...é saber e querer lutar contra a ignorância....



beijo Martim....tb do mar.

konde disse...

Há tanta gente de valor sem reconhecimento. Agradeço.

Francisca Manson disse...

O escritor tem um ar superior. Muito bem!