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2018-01-15
2014-10-29
2014-09-21
Lançamento do livro «Oásis» de António Gil
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martim de gouveia e sousa
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21.9.14
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2014-04-01
2014-02-11
2013-11-16
Apresentação de «Montemuro» de Carlos Clara Gomes
AXIOMÁTICA
DE «MONTEMURO»
A
[ALFA] - Experiencial, este romance diz estar onde está – no lugar escolhido
que é profunda morada de responsabilidade. A
[DOIS]
– Evocativo, multiforme e larvar, o texto clariano dimana palavras alarmadas e
responsabilizantes, em tempo sem tempo e em momento avassaladoramente trágico
para as democracias, os povos e as gentes.
[TRÊS]
– George Steiner, em conferência proferida em Amesterdão no ano de 1969,
afirmou: «A Europa suicidou-se, ao matar os seus judeus.» Transcorridos mais de
40 anos, assistimos, quase impávidos, à destruição das nossas vidas, por força
das medidas «inevitáveis» que nos levam a nova barbárie – e dizer escravatura
não é exagero, no meio de chavões e palavras disruptivas como ‘corte brutal’,
‘autoagressão’, ‘submissão a lógicas estratégicas e económicas’, ‘derrapagem’,
‘esmagamento’, ‘tortura’, ‘desalojado’, ‘violação’, ‘dolo’, ‘suicídio’,
‘espiral recessiva’, ‘cortes’, ‘inevitabilidades’ e outros que bem conhecem.
[QUATRO]
– Deseuropeus e desumanistas, os tempos obrigam a contrações, fechamentos e
regressos. É do regresso à condição cultural que falo, da preservação e da
dignificação dos lugares do espírito que, assim o queiramos, não podem ser
esmagados. Envelhecer hoje num dos países mais envelhecidos do mundo é
desesperante. Como desanimador é também vermos o corrupio dos nossos jovens
mais ou menos talentosos para longínquas terras à míngua de Pátria. Este livro
de Clara Gomes fala de nós, dos nossos lugares, das nossas gentes. E isso é já
um incentivo a sermos.
[CINCO]
– Como em Luís Miguel Nava, estamos em Viseu e «o tempo dá de súbito um salto
para trás»[1], e
eis que o magnífico objeto que é o livro esplende como o ouriço de Derrida à
espera do nosso corpo. Fugindo à escravidão latente, é o livro, como nas
mediévicas eras, um refúgio seguro. Dos poucos, acrescento, e quiçá o único!
[SEIS]
- Eis Montemuro que nos convida para
o significado e para o poder da arte – aqui passarão marginados e
incompreendidos; equívocos, logros e lealdades; interditos e contrastes;
lugares próximos e muito próximos; diáspora e equilíbrios; amores e desatinos;
vida e morte – e tudo somando vida para a morte.
[SETE]
– Montemuro é um luminoso in memoriam. Sabendo que tudo se decide
no pormenor e no estancamento das modernidades detersivas, a obra de Clara
Gomes articula-se em rosácea, a partir de uma «carranca de espectador»,
deflagrando círculos de fogo, de vida, que se fecharão fulgurantemente em clave
aquática sobre a gesta de uma família.
Ω
[ÓMEGA] – Platão ordenou que não entrasse na sua academia nenhum ageómetra.
Julgo que aqui não terão entrado desabituados da leitura e não leitores. Os
tempos são de vigilância e de reflexão. Estes textos, assim escavando a nossa
íntima condição são, mais do que úteis, necessários. Perante nós está este Montemuro, na sua «quididade», que vamos
comer e também beber, porque a leitura «reclama silêncio e um isolamento feroz»[2]
com um outro texto que estas palavras ainda não são, nem poderiam ser. E muito
por isso a existência vale a pena – por este modo sobrevivente de contar uma
estória que é a nossa história. Ensinando-nos o coração, Montemuro é um convite à Jacques Derrida:
«Come, bebe, engole a minha letra, porta-a,
transporta-a em ti como lei de uma escrita em que o teu corpo se tornou: a escrita em si.»[3] Ω.
À
leitura, pois…
Viseu,
15 de novembro de 2013
Martim de Gouveia e Sousa
[1] Luís
Miguel Nava, O céu sob as entranhas,
Porto, Limiar, 1989, poema “Regresso».
[2]
George Steiner, No castelo do Barba Azul.
Algumas notas para a redefinição de cultura, Lisboa, Relógio d’Água, 1992, p.
123.
[3] Jacques
Derrida, Che cos’ è la poesia?,
Coimbra, Angelus Novus, Editora, 2003, p. 7.
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martim de gouveia e sousa
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16.11.13
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martim de gouveia e sousa
2013-10-24
2013-10-18
HOMENAGEM A MANUEL ANTÓNIO PINA NA COOPERATIVA ÁRVORE NUMA PARCERIA COM A UNICEPE
HOMENAGEM A MANUEL ANTÓNIO PINA NA COOPERATIVA
ÁRVORE NUMA PARCERIA COM A UNICEPE
19 de Outubro de 2013
16h00- entrega do Prémio Camões pelo Secretário de Estado da Cultura, Dr. Jorge Barreto Xavier
18h00 - lançamento do livro de Agostinho Santos:
“Algum Passado/Algum Presente - Homenagem a Manuel
António Pina”.
Nosso Amigo, nosso director, amante dos nossos gatos,
tanto, como dos dele.
Figura incontornável da história da nossa cidade e da
nossa casa, a Árvore.
Há figuras que tal como os gatos, deviam ter sete
vidas. Assim deveria ter sido com o nosso Manuel António Pina.
Nenhuma homenagem fará justiça suficiente ao homem, ao
poeta, ao jornalista e apaixonante contador de histórias.
Dia 19 de Outubro, a Árvore recebe o Senhor Secretário
de Estado da Cultura, Dr. Jorge Barreto Xavier, na sua sede, para uma sessão de
homenagem a Manuel António Pina, galardoado com o Prémio Camões 2011, que será
oficialmente entregue à família, pelas 16h00.
Serão intervenientes nesta sessão, o Eng. Amândio
Secca, Presidente da Direcção da Árvore, a Dra. Maria de Fátima Pina e as Dras.
Sara Reis e Inês Fonseca dos Santos.
Às 18h00, seguir-se-á a apresentação do livro de
Agostinho Santos, “Algum Passado/Algum Presente - Homenagem a Manuel António
Pina”, apresentado por Valter Hugo Mãe, constituído por cerca de 60 desenhos e
pinturas de Agostinho Santos. Este livro inclui, ainda, as intervenções
escritas de vários amigos de Manuel António Pina, tais como Álvaro Magalhães,
Arnaldo Saraiva, Artur Costa, Eduarda Chiote, Germano Silva, Ilda Figueiredo,
Luís Humberto Marcos, Miguel Miranda, Rui Branco, Rui Lage, Sara Pina e Sérgio
Almeida.
Carlos Andrade brindar-nos-á com algumas das suas canções. [Texto da
Cooperativa Árvore]
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18.10.13
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2013-09-30
2012-10-16
Pedro Eiras lê "Beladona"
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16.10.12
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Porto, Portugal
2012-09-28
"Cenas de gaja" de Alda Pires
Havia umas cenas no
meio de nós: sobre Cenas de Gaja de
Alda Pires
Em busca de um caminho, haverá,
talvez, a pedra de Drummond de Andrade. Mas também toda a efabulação dos
perigos, com raiz, por exemplo, na voracíssima fábula do Capuchinho Vermelho. Agudamente aí, um ror de perplexidades
espreitam nas Cenas de Gaja de Alda
Pires.
Aqui fala-se do verdadeiro mundo,
o mundo dos sonhos, que procura fugir ao cinzento do real até ao exato momento
em que este, sem aviso, traz o sonho – a chegada do dia da revolução silenciosamente
vinda; toda a memória dos tempos de praia e a explosão dos ritos sensitivos; a
leveza dos corpos sexuais devorando-se sem mais até ao cansaço deceptivo; toda
a aspereza da desinocentação dos seres; a labuta por uma certa dignidade; a
viagem emigratória tão em voga pelo beneplácito dos governantes; a derrogação
da masculinização de tudo através de um proposto “mundo ao contrário”; o desejo
de mudar a vida na circunstância territorial pela revolta redentora…
Mas tudo isto é um sonho? Como em
Calderón de la Barca, a vida é um sonho que começa no corpo e no dia que nasce.
Assim estas Cenas de gaja de Alda
Pires, poeta distendida, visivelmente marcadas por um “radical de apresentação”
próprio do drama, na sua estrutura dialógica, na sua essência de possuidoras de
uma transcodificação intersemiótica avaliável em sede de representação.
Mesmo sem os lindes da codificação
integral, visíveis e analisáveis hoje in
praesentia, na aguardada apresentação, avanço, sem receio, que estas cenas
estão no meio de nós. E como não senti-las?
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28.9.12
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2012-09-27
"Camilo Pessanha: "Eu vi a luz em um país perdido..."
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27.9.12
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Local:
Porto, Portugal
2012-02-27
2012-02-25
Apresentação do 2º nº Portugalpédia - Porto "O Desterrado"
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25.2.12
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Porto, Portugal
2012-02-24
2012-02-20
2012-02-17
"Fábulas familiares", de Rogério Seabra Cardoso
Areias do Tempo e Rogério Seabra Cardoso convidam-no(a) a estar presente no lançamento do livro Fábulas familiares, na FNAC - Viseu, no dia 18 de fevereiro, sábado, pelas 16 horas.
A apresentação será feita por Vítor Lourenço, Manuel Alte da Veiga e pelo autor, Rogério Seabra Cardoso.
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17.2.12
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Viseu, Portugal
2012-01-27
Apresentação do 13º nº "Viseupédia"
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27.1.12
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Viseu, Portugal
2012-01-23
Portugalpédia nº 1: "Os painéis 'Ribeira Negra'"
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23.1.12
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Porto, Portugal
2011-11-16
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