2007-03-05

alegria breve

eu sei: a agulha fere o dedo
e o só então o comboio vem
aos carris lembrando a dor
deslumbramentos e partidas.

é mesmo aí o lugar da peste
a insuportável fome vindo
os destinos partindo sempre
sem os bares e os afectos.

assim tudo em ti dentro da luz.

8 comentários:

Susana Barbosa disse...

Finalmente... parece que já vou conseguir deixar um comentário. Tem sido inacessível, não sei bem porquê. Luz. Alegria. Nada melhor.
Beijos Martim

Anónimo disse...

a insuportável fome vindo
os destinos partindo sempre
sem os bares e os afectos.



a mesmíssima fome que me põe aqui.


a "devorar" e a "beber" em q.q. momento o que o Poeta vai deixando nos carris da vida.


bom dia Martim.


B.


Y.

morffina disse...

Uma alegria, tive eu, ao ter-vos conhecido (e ao Ai Valhamedeus) e ter usufruido da vossa companhia por breves horas.
Já está "linkado".

Abraço
MF

Duque disse...

Bela agulha que mostra o mundo. Obrigado, sempre!...

hfm disse...

Que alegria longa ler-te aqui. Um abraço

pn disse...

1.
emtidentro (salvo seja)-(de)morada alegria
sópode (?)

2.
mon cher:
as valquírias são inominadas, não te lembras?

konde disse...

Felizmente esta luz que não cede às trevas...

Anónimo disse...

afinal tão breve a alegria.

mesmo.



porém o afecto resiste.

só ele...
mesmo.



boa noite Martim.

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isa.