2006-10-30

fenda

um lápis rompe a pele
inscrevendo no sangue
a secura dos ossos
e o dia que acaba.

e só agora sei o céu
arterial que percorro.

feito víscera de ti
insónia sobre o corpo cai.

uma pedra dentro
que o relâmpago fende.

5 comentários:

hfm disse...

Martim, tenho ficado colado a estes últimos poemas.

duk disse...

Enigmaticamente belo. Abraço!

a rasar o ceu disse...

e não tenho palavras....para já roubo...:))))

aliás ontem já roubei...



ontem? já nem sei o que digo....

(tb...nunca soube) :))))


beijos. Martim.

Franceska disse...

Brilhante, sugestivo. Beijos muitos..........

a voz disse...

Gravado.

Segue tudo segunda-feira.

Abraço.