2006-10-12

António Gedeão (1906-1997): "são gargantas deste grito"

Passam 50 anos sobre Movimento Perpétuo de António Gedeão e quase cem anos exactos sobre o nascimento do Poeta, Investigador, Pedagogo, Cientista e Homem de Cultura de que toda a gente retém um verso ou uma história em balão. Pena é que os tempos nem por isso fáceis mais recordem a falta que fazem estes expoentes, que, em boa hora, a BN resolveu homenagear, como acontece, aliás, com outras instituições. Ilustrando o acto com fotografias enviadas por Jacinto Figueiredo, transcrevo para a página o primeiro poema do livro debutante de Gedeão, de título "Homem", como de homens falam os documentos iconográficos infra:
"Inútil definir este animal aflito.
Nem palavras,
nem cinzéis,
nem acordes,
nem pincéis
são gargantas deste grito.
Universo em expansão.
Pincelada de zarcão
desde mais infinito a menos infinito."
Quem vem unir-se às gargantas e ao grito?






2 comentários:

Mendes Ferreira disse...

EU.


:))))).


uma maravilha Martim.


beijo.

Jacinto Figueiredo disse...

Eu estava lá.