2006-03-24

o vidro no ouvido

o vidro encosta-se ao ouvido
como a casa aos alicerces.


só então o dia nasce
dentro do armário abandonado.


joguete nas mãos de proteu
escondo-me na lã mais íntima.


nada sei do mundo dos homens
a não ser este silêncio que me abraça.


funda é esta alegria perto de mim
e nem sequer isso adivinhas.

6 comentários:

porfirio disse...

bom dia martim

...

«funda esta alegria»
neste sábado de manhã.

...

abraço

spartakus disse...

chuackssssssssssss. desculpa lá mas hoje só dá isto.

konde disse...

Poema limpo.

martim disse...

assim, sim, kamarada spartakus. bela assunção e tocantes beijos. abraços tb.

Su disse...

gostei de ler.te

jocas maradas de palavras

Francisca Manson disse...

Este poema é muito bonito! Parabéns.