2006-03-23

a água perto da anca

quando me vieres chamar, ouve,
encontrar-me-ás colado ao tecto
objecto de contemplação quase
fundido no tempo suspenso
escoando o sangue contra as fissuras
do velho soalho patinado.


ouvirás então o rumor íntimo
da desintegração.


em breve o mar dentro do corpo
a água perto da anca
a vida dentro de mim.

11 comentários:

Mendes Ferreira disse...

suspendo-me.


porque é belíssimo.


beijo. Martim.

konde disse...

Belo poema...

porfirio disse...

...

ouvi o rumor
e
como-lhe agora o eco

...

abraço

spartakus disse...

B'dia Martim, um abraço. ( Já num se fala aos vizinhos ou foi da chuva?...lolol ).

Francisca Manson disse...

Cuidado com a água!

spartakus disse...

( porra: eu estava a namorar e tu saíste e nem me viste...lolol...vizinho de pullover castanho, pasta e guarda chuva...lololol ).

martim disse...

spartakus, em ke sítio e a koras?

spartakus disse...

ontem K'mrd num te preocupes tá tudo bem, sério. estou a meter-me contigo. chovia imenso. aqui mais num digo. num posso. lolol. um abraço.

martim disse...

também eu... braço no abraço.

alice disse...

bom dia, martim

muito obrigada pela tua visita e pelas tuas palavras...

desculpa o atraso, mas venho de coração agradecer-te

um grande beijinho,

bom fim de semana,

alice

hala_kazam disse...

quando te for chamar ouço-te...por que as tuas palavras sao lindas...

*beijo*