2006-11-27

um dia a morte

um dia a morte um punhal cai
e da pedra apenas uma lágrima
a pique ungindo o corpo a chama
decepados pelo aço do asfalto
e as cinzas dentro das águas
sangrando na roupa no punho breve.

um tremor apenas menos da morte.

[contra desleituras, à memória de Rafael Machado e Filipa Machado, pai e filha de nós levados]

9 comentários:

Susana Barbosa disse...

... assim também. um dia... a vida.
no meio das tuas palavras me encontro.
bjs

Josefa Pacheca Pereira disse...

Amem-me em vida, esqueçam-me em morto. Triste história triste a dos tristes tugas tristes.
Bom dia.

duke disse...

Bonito poema para o Rafael, não é?

Anónimo disse...

de tirar o fôlego!

veritas disse...

Olá!

Um poema dos que cravam a alma...as tuas palavras fazem eco na minha mente..."um tremor apenas menos da morte"

Bjs

martim disse...

em vida e na morte, o amor. ao rafael e à filipa, por tudo...

konde disse...

Muito bom mesmo...

duque disse...

Gostei, como habitualmente. Um abraço também do duque de Loulé.

Mendes Ferreira disse...

Martim!!!!!!!!!!!!!!





Beijo.O.