2006-11-02

rosto

um lenço breve sobre a ferida
não estanca o calor dos dedos
nem a reversa pele pintada.

no lençol espraia-se o sangue
contra o musgo da sombra
que fustiga a boca a carne.

um fio só o teu rosto.

3 comentários:

Franceska disse...

Bom. Beijos!

a rasar o ceu disse...

o teu rosto que nenhuma neblina consegue "tapar"....assim solto na margem da claridade.


Martim....Belíssimo.


como sempre!



beijos.

duk disse...

Boa colheita... Abraço!