um relâmpago fende a palavra
dentro da noite dentro do mar
e nem do poço o grito surdo.
do outono as folhas douram
o musgo do corpo a seda da carne
enquanto as pedras respiram.
sem ritmo rebentam na folha
os ossos e o espaço mais íntimo.
2006-11-20
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10 comentários:
Adorei Martim, esta rebentação...
Soberbo... Abraço.
Sempre poesia, da melhor... Abraço...
rebentou em mim.
Muito, muito bonito... Muitos beijos também!!!!!
Como se escreve assim, afinal, camarada?! Abraço!
Isto lembra algum Nava... Parabéns... e abraço.
"um relâmpago fende a palavra
dentro da noite dentro do mar
e nem do poço o grito surdo."
_____________Nava?
não: Martim !!!!!! embora perceba a "lembrança"....
e depois o Martim deve ter lido relido tres.lido o talentoso Nava....
________________mas esta voz é a peculiar voz de Alguém que vigia o "adentro"....
e nos "revela" o osso do sentimento.
boa noite Martim.
fende
o grito
a seda?
Olá!
Gosto muito do que escreves. Pequenos poemas, mensagens etéreas, diáfanas...envolvem...
Bjs.
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