2007-04-25

um dia que foi

sem perguntar vieste liberdade
e nas luzes distantes cravaste
no flanco as flechas e disseste
que o tempo era outro orvalho
na taça canais dentro da cidade
e luzes perto explodindo felinas
sem que os espinhos mais fossem
do que uma antiquíssima memória.

do lado da chuva agora eis a fluvial
aldeia sangrando uma longa dor ou
o palácio derruído dentro do livro
combustível que escorre da giesta.

do edifício nem telhado e dos gumes
nem lâminas nem ardores - só esta
cicatriz sombria morto o justo grito.

15 comentários:

morffina disse...

Não está morto. Está confuso.

Parabéns pelo livro.

Abraço e um "Santo" 25 de Abril :-)
MF

Anónimo disse...

ainda que com cicatrizes....





beijo luminoso. HOJE.
________________________Martim. e Sempre.
de sempre.para sempre...:))))



Y.

Anónimo disse...

e






livro?



(e eu não sei de nada?:((( também quero)

______________


re.beijo.



y.

herético disse...

compreendo o teu poema!
o "justo grito", porém, não morreu.
ora escuta:

... "talvez uma nova síntese esteja a nascer.
Mesmo aí. Onde menos se espera.
Por dentro de computador. Na imagem virtual.
Nas grandes auto-estradas da informática.
Mesmo aí é possível a surpresa
uma boina uma estrela um vírus.
Ou talvez um coração"...

do poema “Che” – Manuel Alegre

hfm disse...

Muito difícil encontrar a poética para este tema e com que palavras o fizeste. Obrigada.

Teresa Durães disse...

uma cicatriz e um grito. principalmente para os "filhos da madrugada" que não a viveram, ouviram as vozes saudosas de tempos desconhecidos e olham em roda (sabendo que sim, não há PIDE) e não sabem o que existe.

o inimigo camuflado, uma liberdade de nome economia?

boa tarde (com sementes do que se pode construir...ainda)

martim de gouveia e sousa disse...

cara y, o livro é apenas um essencial sobre o poeta antónio de navarro e ainda não saiu. outra informação aparece no aijesus. bjo.

Anónimo disse...

já vi......obrigada.






beyjos.

duke disse...

Belo e motivador poema, mesmo que contristado por razões sobejas. Obrigado e 25 cravos de abraços!!!

Susana Barbosa disse...

... amarras existem sempre. e a luta pela liberdade também. nas mais variadas formas. por diversas palavras. o teu dizer... esse é único.
bjs

duk disse...

Fascinante texto sobre a revolução tão abastardada pelos políticos profissionais...

Mié disse...

Tentei dizer algo sobre esse memorável dia, esse memorável espírito, que aos poucos e poucos foi engolido por outros ideais, mais obscuros ainda, e...nada consegui dizer.

Aqui encontrei a palavra exacta na medida certa.

Obrigada.

konde disse...

Muito bom, mesmo...

veritas disse...

Ela nada questiona...e nós? Sabemos questionar? Sabemos construir?

duque disse...

Fantástica abrilada para os tempos. Muitos parabéns!