2006-02-08

Ao dorso dos dias: Orlando da Costa

Orlando da Costa nasceu em Moçambique e viveu até aos 18 anos em Goa. Em Portugal, a fim de frequentar Histórico-Filosóficas na Universidade de Lisboa, instalar-se-á, em 1947, na Casa dos Estudantes do Império, onde privará com jovens intelectuais revolucionários. Em 1951, publica o seu primeiro livro, A Estrada e a Voz , que é um livro de poesia importante e actual. Seguem-se os também líricos Os Olhos sem Fronteiras (1953) e Sete Odes do Canto Comum (1955). Na ficção, vêm a lume, em 1961, O Signo da Ira, e, em 1964, Podem Chamar-me Eurídice. Dentro do modo dramático, publica Orlando da Costa, em 1971, Sem Flores nem Frutos, e, em 1984, A como estão os cravos hoje. Anteriormente, em 1979, publicara-se Canto Civil , livro que reúne a produção poética anterior, acrescentando-lhe o novo O Coração e o Tempo. Sob o modo narrativo, saem ainda, em 1994, Os Netos de Norton, e, em 2000, O Último Olhar de Manú Miranda. Por fim, a derradeira obra do nosso escritor volta à casa da poesia, com Vocações/Evocações , livro que homenageia, 30 anos passados, o 25 de Abril.

4 comentários:

spartakus disse...

Bom dia Kamarada. A carapuça só serve a quem a enfia, oder? Um abraço.

Mendes Ferreira disse...

....um 25 muito "amordaçado" hoje...

justa homenagem Martim...


beijo.

sonia r. disse...

Posto isto, antes 24.
Bjo.

porfirio disse...

pois é orlando, com o IVA a 21%, os cravos hoje estão muito caros... o preço da liberdade!

...quanto ao 25 de abril, desde já presto homenagem a salgueiro maia, único capitão de abril que não confundiu liberdade com libertinagem e que «na hora da ganância/perdeu o apetite»; como sophia nos confidencia em «MUSA».

um abraço kamarada martim