2008-02-22

e de repente

e de repente um ano estoira-me nos dedos
atingindo a parte aguda do corpo. o alarme
do tempo vindo à língua. azebre corroendo
as cartilagens junto aos músculos gastos
cansados mesmo da rotina ázima. cerce
uma lâmina entra na pele. no oleoso flor
irrompe da carne ceráunio ardor na coxia
da dor exulcerativa que incendeia o corpo.
extrema a noite vem e nestes pés de verso
deito a alma despojada como formicular
via que encontro nas estrelas nos astros
dentro do sangue rebrilhantes punitivos.

10 comentários:

hora tardia disse...

encontro. in.comentável.

despojo-me.

até do sangue.

parto.


não sem antes LHE AGRADECER.

__________________.

bom de tudo. Martim.

Mário disse...

Parabéns pelo Dia de Hoje.
Mário

duque disse...

Pois, parabéns, Martim!!!

morffina disse...

... lentamente de repente

Abraço
MF

Ai meu Deus disse...

podias ter dito, meu!

isabel mendes ferreira disse...

e que todos os anos lhe sejam tão
re.brilhantes como a sua Escrita.



________________.

e muitos. na esteira das estrelas.


b.

konde disse...

Parabenizo-te também...

duk disse...

Idem, idem, aspas, aspas...

Susana Barbosa disse...

e de repente mais um ano. e mais um dia. Parabéns Martim. que venham muitos mais! Bom resto de domingo.
Bjs

conde disse...

Brilhante poema em data brilhante!!! Parabéns!