2006-01-30

no princípio havia um caminho

No ínicio havia um caminho. Em 1943, na "Biblioteca da Nova Geração", aparece o primeiro romance de Vergílio Ferreira, escrito entre Coimbra e Melo, de Janeiro a Dezembro de 1939. Propondo agir sobre a esterilidade, a obra vergiliana é ainda hoje, com o seu halo presencista, um interessantíssimo documento ficcional que emparceira com objectos literários de José Régio, Tomaz de Figueiredo, Branquinho da Fonseca, Gaspar Simões, Fernando Namora, Marmelo e Silva e outros, todos com a afinidade temática da vivência estudantil coimbrã. O romance lírico tão capazmente tipificado por Rosa Maria Goulart encontra aqui já o seu início:
Era-lhe doce vaguear à beira do rio, a horas mortas, e ver as luzes espelhadas nas águas. Nas ruas reinava
um sossego de cemitério e ele podia passeá-las à vontade.
Interrogando-nos, é de alarme que Vergílio fala desde a década de 30:
Mas porque custa tanto a encontrar o caminho?

9 comentários:

porfirio disse...

...porque talvez encontrar o caminho significa morrer?...

abraço

spartakus disse...

ora boa tarde. abraço. só o para sempre.

martim disse...

esse é, talvez, o apogeu. e, no entanto, há mais. abraço, spartakus.

relampago disse...

o mais fica aqui."em nome da terra" (V.F.)....o desmesurado e incrível.
b.e.i.j.o.

(isa)

martim disse...

"em nome da terra" é mais uma cumeada. para mim, um abalo. obrigado, isabel, pela parceria.

sonia r. disse...

Boa tarde Martim.
Gostei da fotografia.
Bjos.

Mendes Ferreira disse...

Martim existem paixões nunca devoradas embora devoradoras...e o V.F. é o caso. um estrondo. que abala tudo e todos.... eu é que agradeço....

beijo.

Francisca Manson disse...

capa bonita

martim disse...

Safo e Francisca Manson, a capa é de Regina, mulher de Vergílio Ferreira.