2005-10-26

cicatrizes

eis as cicatrizes do corpo da cidade. perto da memória, nem só fungos. há o gelo dos charcos e o fumo do esquecimento. quantas vozes e ecos debaixo das velhas tílias? perdeu-se um lenço desde a velha casa. nascendo o dia, ouve-se ainda o bulício da praça. o mundo envelheceu face à limpidez da imagem. e, no entanto, as formigas negras cresceram, incómodas. duas mulheres pisam o hálito quente da terra. uma festa, longínqua, declina. na velha estação, ao fundo do corpo, a chuva irrompe pela madrugada, queimando os dedos e as veias. o despertador acorda no espelho matando a alegria da revelação. dentro de mim, o comboio mata a cidade.

4 comentários:

Anónimo disse...

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Mendes Ferreira disse...

e pronto. agora sim."morri". de inveja. excelente Martim.

Mendes Ferreira disse...

bm dia bom dia bom dia...:)

Pinto Ribeiro disse...

boa tarde MARTIM. ESTOU A RESSUSCITAR...espero, se os piolhosos me deixarem....4ª. lá. 1 abraço.