2013-06-23

Nestas coisas só existe um lado

NESTAS COISAS SÓ EXISTE UM LADO

De hoje para hoje sonhei com a límpida crónica de José Vítor Malheiros, “Os professores fizeram greve e o Governo lançou o caos”, vinda a lume no Público de 18 de junho. E desse sonho ressuma a certeza de que quem não preserva a equidade, é insensato, desrespeita os tribunais e as leis, é unilateral, é iníquo e muito mais não tem condições para exercer funções.
Vamos ao caso prático de Nuno Crato. Inimigo figadal do “eduquês”, cultor do ensino com dor e adepto do rigor dos exames, o detentor da pasta da Educação, notável matemático (dizem!), falha de forma crassa naquilo de que fizera profissão de fé – nunca ninguém se saiu tão mal quanto este ministro no lançamento de uma jornada de exames nacionais.
Não pode haver sujeitos com sujeição. Ser-se sujeito é mesmo o oposto disso. E se o que aconteceu tem o nome de Passos Coelho, restaria a Crato um caminho. Sem grandes cálculos, há demissões que devem fazer estrada. Não estar ao lado de alguém que por tudo e por nada quer mudar as leis só glorifica tal saída. E vem-me ao cérebro o explicit da crónica de Malheiros: «Mas Passos Coelho sonha com uma lei de serviços mínimos que transforme o direito à greve numa anedota. Como se não tivéssemos já anedotas suficientes.»

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