2010-06-22

poema em dia de exame

um esticão de corda um golpe nas veias
o mar irrompendo dentro do corpo caído
como mola encostada à roupa incrustação
nasal ou perfurado tímpano rasante        -
esta é a lição plural da sílaba da ponte
de palavras lavrante nos corais e nas conchas
refulgentes de luz e calor fundentes longe.

uma brasa arde no seio na esquina pélvica
um braço trabalha com os dedos a azáfama
do mar anuncia-se no vento na súbita vertente
das unhas duas lâminas crescem ardentes
esperando certamente a alegria do outono
os ritos agrícolas acontecendo nas vísceras
cristais líquidos explodindo rigorosos lexemas
abrindo-se ao poema como a terra às águas.

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