revista de arte e crítica de viseu
da literatura & afins
2015-03-22
[noturna]
[noturna]
é de noite que te vejo ao longe
junto a mim como olho à retina
e desse abismo vem um sorriso
o canto breve das mãos o fogo
aberto nos dentes como letras
prodigiosas invadindo o sangue.
é de noite que enches o silêncio.
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