revista de arte e crítica de viseu
da literatura & afins
2011-07-28
abismo
no silêncio das escarpas um grito
rompe a noite acordando a lua
e as antigas aves presas ao fel
às surdas investidas das estações
descem a pique sobre os dedos
depois uma queda bruta prepara
o dia que devagar chega no sangue.
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