2007-04-22

púrpura

em volta as fogueiras crepitam
e agora as folhas do tempo são
aquilo que quiseres - galeria ou
alçapão dentro dos pulmões um
fio de água correndo no teclado
uma flor desfibrando os músculos
até o mais terno feno no celeiro.

agora sabes estes versos declinados
na morada da terra que é relâmpago
e teia abandonada nas muralhas ocas.

cruzo o tempo dentro do sangue
e toda a pele nua é tapete e tarde
explodindo nas fissuras do corpo
nas sedas púrpuras desses lábios.

uma pétala de rosa sanguínea sou.

7 comentários:

  1. "agora sabes estes versos declinados
    na morada da terra que é relâmpago
    e teia abandonada nas muralhas ocas."

    na púrpura das palavras.

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  2. Teias expessas!

    Abraço
    MF

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  3. Anónimo2:51 p.m.

    E também cravos de Abril! Abraço!

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  4. Anónimo8:08 p.m.

    púrpuro


    este destino.



    inscrita na muralha da memória.

    púrpuro este fino feno.


    intintivamente o beijo.


    Martim.







    y.

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  5. Anónimo9:54 a.m.

    Mais rosas! Abraço!

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  6. Anónimo5:59 p.m.

    Púrpura...campos dourados manchados por displicentes papoilas que apetece morder...uns lábios sonhados. Teias que se renovam num perpétuo movimento...que não se abandona...

    Bjs. Boa semana.

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  7. Anónimo8:02 p.m.

    hoje foi um dia especial...roubei-lhe todas as palavras...umas ao piano outras no coração de papel...












    desculpe.



    I.

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