2007-03-02

em março que lugar?

em março iniciaria este poema
com a dor do inverno nos ossos
e o metal fundente dos poderes
arruinando os pulmões as aves.

ao segundo dia arrumaria a mesa
e o espelho das louças não mais
encostaria às pratas e aos cristais.

ao terceiro na paisagem um veleiro
escreveria certa a epopeia de lisboa
os gritos indeclináveis pela tarde
e a rouquidão descendo pelo combro.

hamlet como em baptista viria ao poema
como a nostalgia e o incêndio de nova luta.

mas para o lugar só uma elegia desesperada.

6 comentários:

  1. e de novo neste lugar----SEMPRE.




    re.chego.


    AO INCÊNDIO....



    BEIJOS.


    E SAUDADES.

    ResponderEliminar
  2. Anónimo2:54 a.m.

    Texto bem evocativo de um tempo outro e perdido...

    ResponderEliminar
  3. belo texto.
    bom fim de semana.
    abraço

    ResponderEliminar
  4. Anónimo5:02 p.m.

    Qual elegia desesperada que anuncia essas aves que virão...quero o veleiro e quero arrumar a mesa...

    Bjs. É sempre revigorante passar aqui, cada vez mais!

    ResponderEliminar
  5. Anónimo6:26 p.m.

    Concordo com o que atrás se disse...

    ResponderEliminar
  6. hum..............obrigada Martim...

    de novo....na música....:))))))).

    ResponderEliminar