2007-03-05

alegria breve

eu sei: a agulha fere o dedo
e o só então o comboio vem
aos carris lembrando a dor
deslumbramentos e partidas.

é mesmo aí o lugar da peste
a insuportável fome vindo
os destinos partindo sempre
sem os bares e os afectos.

assim tudo em ti dentro da luz.

8 comentários:

  1. Finalmente... parece que já vou conseguir deixar um comentário. Tem sido inacessível, não sei bem porquê. Luz. Alegria. Nada melhor.
    Beijos Martim

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  2. Anónimo6:03 a.m.

    a insuportável fome vindo
    os destinos partindo sempre
    sem os bares e os afectos.



    a mesmíssima fome que me põe aqui.


    a "devorar" e a "beber" em q.q. momento o que o Poeta vai deixando nos carris da vida.


    bom dia Martim.


    B.


    Y.

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  3. Uma alegria, tive eu, ao ter-vos conhecido (e ao Ai Valhamedeus) e ter usufruido da vossa companhia por breves horas.
    Já está "linkado".

    Abraço
    MF

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  4. Anónimo3:03 p.m.

    Bela agulha que mostra o mundo. Obrigado, sempre!...

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  5. Que alegria longa ler-te aqui. Um abraço

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  6. 1.
    emtidentro (salvo seja)-(de)morada alegria
    sópode (?)

    2.
    mon cher:
    as valquírias são inominadas, não te lembras?

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  7. Anónimo7:24 p.m.

    Felizmente esta luz que não cede às trevas...

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  8. Anónimo8:37 p.m.

    afinal tão breve a alegria.

    mesmo.



    porém o afecto resiste.

    só ele...
    mesmo.



    boa noite Martim.

    _______________
    _______________
    isa.

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