2007-02-05

arquitextura

a fenda divide o espaço e as águas
correm de novo por sobre as heras
inundando as fontes o ventre da terra.

arrastando os cereais o mel e a cal
os rios correm alados sem destino
lambem o tecto das casas e os frutos.

a folhagem tomba e movimenta-se
efémera morrendo em tapete azul
projectado em arco da mão saindo.

7 comentários:

  1. Anónimo9:11 a.m.

    "arrastando os cereais o mel e a cal
    os rios correm alados sem destino
    lambem o tecto das casas e os frutos___________________"

    que


    sempre hei de vir colher. aqui.


    até que os olhos se me fechem...



    beijos.


    Martim. obrigada.


    I.

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  2. Anónimo9:37 a.m.

    Belo quadro...

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  3. Sente-se a textura das palavras.

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  4. Anónimo11:31 p.m.

    beijo...






    (parabéns pelo outro B..não consegui entrar...não admite anónimos....)
    :)))))))))))))


    Y.


    boa noite Martim.

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  5. boa-noite martim


    --------------++++
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    um abraço
    ao arquitecto
    das palavras!

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  6. Anónimo6:17 p.m.

    Obrigada...inspiraste-me um magnífico cenário, um poema ornado de fortes traços visuais.

    Bjs. Boa semana.

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