2007-01-30

secura

pelas ruas espécies de homens soçobram
enterrando os pés nos pântanos duros
da terra neblina que no dorso rompe
sem lenha ou fogo dentro da estação.

as mãos moldam a noite detidas no gelo
enquanto os pinhais longe ondulam a dor
os sinais e as ruínas cobertos de tempo.

em breve a fornalha abre-se aos ossos
à cremação exemplar dos tecidos enxutos.

sem nome a nudez do corpo sem seiva jaz.

9 comentários:

  1. Anónimo9:00 a.m.

    Interessante imagem desolada... Abraço!

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  2. Anónimo12:58 p.m.

    as mãos moldam a seiva da criação.


    a sua.



    beijo...na beira do dia.

    Matim.



    Y

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  3. Anónimo12:59 p.m.

    Martim....:))))))))))))))com o r de raio...:)))) de fogo...:)))))










    Ysa.

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  4. Anónimo6:11 p.m.

    Como são irónicas as palavras do poeta: vejo palavras e seiva. Abraço!

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  5. Anónimo6:57 p.m.

    "os pinhais ondulam a dor", as memórias póstumas de nostalgias reencontradas de que a mente se torna refém...sinto-o...capto-o...momento só meu...

    Bjs. Boa semana.

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  6. boa-noite martim

    .
    dos pinhais
    bem perto
    o sentir
    .

    abraço

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  7. boa noite.


    que o dia foi longo...triste....mas salvo pela re.leitura. desta ave.


    beijo.

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  8. Anónimo11:33 p.m.

    Brilhante fogueira... Abraço...

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  9. jocas maradas...enxutas

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