as palavras caem rente aos olhos
esfacelando o rosto a densa pele
e sem margem o limo e o vento
dispersam-nas no peito límpido
como alicerces dentro da chuva.
os diques da noite rebentam-te
as sílabas no meio dos dentes
e os incertos fonemas correm
voluntários como as ânforas
partidas nas escondidas fontes.
dos lábios o dique a água pende.
Boa água...
ResponderEliminarbons alicerces....
ResponderEliminarbj. Martim.
Ysa.
"as palavras...dispersam-nas no peito límpido"...
ResponderEliminarparafraseando o poeta, "virgíneas tetas imitando"
Gostei muito do que saiu destas "ânforas partidas".
ResponderEliminarQuanto vale uma lágrima? Qunto se diz ou se perde numa sílaba?
ResponderEliminarBjs. Boa semana.
Desculpa...Quanto
ResponderEliminareste o dique/oceano onde me escondo. hoje. e para sempre.
ResponderEliminarbeijo.
As águas da poesia continuam imparáveis aqui. Abraço!
ResponderEliminarcontinua-se bem...por este céu!
ResponderEliminarboa-noite martim
ResponderEliminar:ainda ao redor da boca:
assim
exp
-loras
o dia-
fragma
!
aquele abraço
as palavras como as lágrimas....
ResponderEliminarjocas maradas sem margens