2007-01-25

hidrografia

as palavras caem rente aos olhos
esfacelando o rosto a densa pele
e sem margem o limo e o vento
dispersam-nas no peito límpido
como alicerces dentro da chuva.

os diques da noite rebentam-te
as sílabas no meio dos dentes
e os incertos fonemas correm
voluntários como as ânforas
partidas nas escondidas fontes.

dos lábios o dique a água pende.

11 comentários:

  1. Anónimo8:22 a.m.

    Boa água...

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  2. Anónimo8:59 a.m.

    bons alicerces....









    bj. Martim.






    Ysa.

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  3. "as palavras...dispersam-nas no peito límpido"...
    parafraseando o poeta, "virgíneas tetas imitando"

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  4. Anónimo9:45 a.m.

    Gostei muito do que saiu destas "ânforas partidas".

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  5. Anónimo3:18 p.m.

    Quanto vale uma lágrima? Qunto se diz ou se perde numa sílaba?

    Bjs. Boa semana.

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  6. Anónimo3:19 p.m.

    Desculpa...Quanto

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  7. este o dique/oceano onde me escondo. hoje. e para sempre.






    beijo.

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  8. Anónimo7:28 p.m.

    As águas da poesia continuam imparáveis aqui. Abraço!

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  9. continua-se bem...por este céu!

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  10. boa-noite martim

    :ainda ao redor da boca:

    assim
    exp
    -loras
    o dia-
    fragma
    !

    aquele abraço

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  11. as palavras como as lágrimas....

    jocas maradas sem margens

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