2006-12-27

Poema para Rodrigo Emílio

Dos altos lugares sonhados,
lembro-me da noite longa
devorando o rio e a água,
dos instantes breves
rodeando o passado,
os bancos dos jardins.

Vejo-Te aí plantado,
no sítio da velha casa
nos fungos dentro,
matizando o pão nu.

Sei agora neste Dezembro
silenciosamente vivo
que este canto seco
é um punhal ardendo.

Eis-me aqui depós a noite
no princípio do amor
debruçado no emiliano vento
esperando uma resposta quente.

O Inverno não finda ainda.
Eis-me aqui ardendo,
encostado ao frio da noite,
sozinho esperando apenas.

Após a litania o verbo não responde.

10 comentários:

  1. Anónimo1:09 a.m.

    Ola Martim, quando puderes vai ao meu blog e vê o post das Contas do Tempo. Vê se sabes de quem é aquele poema.
    Beijos

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  2. Anónimo12:41 p.m.

    Martim, qualquer dia vou postar alguns poemas dele dactilografados e com rasuras manuscritas do seu primeiro livro - Lágrimas ancoradas à sombra do amor.
    Éramos novos e, embora discordantes na política, a poesia congregava-nos.
    Um abraço

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  3. ---------eu sabia que a minha Amiga HFM ía adorar.....


    e com toda a razão....



    ___________

    um lirismo"triste"soberano.


    beijo. Martim.

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  4. ... lindo, lindo.
    continuação de boas festas Martim, e que 2007 seja pleno de saúde, coragem e alegria de viver!
    Beijo

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  5. Anónimo11:53 p.m.

    Bom!!! Abraço!

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  6. Anónimo9:30 a.m.

    obrigada Martim.



    beijo.


    Ysa.

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  7. Anónimo1:34 p.m.

    Eis-me presente!

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  8. eis.me aqui...

    feliz ano 2007

    jocas maradas de bom tempo

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  9. Anónimo1:27 a.m.

    Mais um belo poema em quadra importante. Abraço......

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  10. ... obrigada Martim. boas entradas no que esperemos a sério... "Novo Ano"!
    Beijos

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