2006-11-20

rebentação

um relâmpago fende a palavra
dentro da noite dentro do mar
e nem do poço o grito surdo.

do outono as folhas douram
o musgo do corpo a seda da carne
enquanto as pedras respiram.

sem ritmo rebentam na folha
os ossos e o espaço mais íntimo.

8 comentários:

  1. Adorei Martim, esta rebentação...

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  2. Anónimo8:44 a.m.

    Soberbo... Abraço.

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  3. Anónimo9:11 a.m.

    Sempre poesia, da melhor... Abraço...

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  4. Anónimo3:18 p.m.

    Como se escreve assim, afinal, camarada?! Abraço!

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  5. Anónimo3:44 p.m.

    Isto lembra algum Nava... Parabéns... e abraço.

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  6. "um relâmpago fende a palavra
    dentro da noite dentro do mar
    e nem do poço o grito surdo."


    _____________Nava?


    não: Martim !!!!!! embora perceba a "lembrança"....


    e depois o Martim deve ter lido relido tres.lido o talentoso Nava....

    ________________mas esta voz é a peculiar voz de Alguém que vigia o "adentro"....


    e nos "revela" o osso do sentimento.



    boa noite Martim.

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  7. Anónimo3:24 p.m.

    Olá!

    Gosto muito do que escreves. Pequenos poemas, mensagens etéreas, diáfanas...envolvem...

    Bjs.

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