rompo o soalho a velha madeira
e persigo o que foge fora de mim.
como vulgar aracne rodopio
hesito na volta enclavinhado.
o mar chama e já não vou assim
transido na braçada de espuma.
desço agora pelo alçapão do corpo
e nas crinas das veias sangue sou.
que olhar o teu que não olha o meu?
... portentoso olhar!
ResponderEliminarmais outro, Martim, belíssimo!
ResponderEliminarMonumental mesmo. Abraço espantado!
ResponderEliminarOlá!
ResponderEliminarPassei por aqui e gostei de ler-te!
Voltarei, com toda a certeza!
Um abraço.
Olhamos nós, os de sempre. Abraços e...
ResponderEliminarSe não te olha é porque está cega!
ResponderEliminarGostei de passar por aqui...vou voltar.
Bjinhos
olha.me
ResponderEliminarjocas maradas
Muito bom... Abraços vários...
ResponderEliminarPoderoso texto. Abraço forte...
ResponderEliminar"desço agora pelo alçapão do corpo
ResponderEliminare nas crinas das veias sangue sou."
_______________
vou-me.
eu que nada sou!
vou-me de alma lavada.
_____________
beijos!
ok que, olhos nos olhos, as palavras até se dispendam, mas talvez até que olhar na mesma direcção seja mais profícuo.
ResponderEliminarE depois, eu até acho que os olhos podem mentir, quem não mente são as mãos... o que fazemos com elas, o que fazemos quando não sabemos o que fazer com elas...
:) e vai daí que os franceses dispersem o olhar entre um "voir", um "regarder" e um "observer".
Gostei. E a imagem que me veio foi a do "Le faux miroir" de Magritte. Adoro Magritte!! (soubesse eu colá-la aqui)
Beijos