2006-09-20

na avenida alberto sampaio


na avenida alberto Sampaio
quando me sento no café habitual
espremo os olhos no macadame
à escuta do caminho de outrora
nem caroço nem árvores
nem conversa do vento
só um sopro breve e ácido
e uma estranha diferença
que se repete ao ritmo rápido
dos carros que passam e investem
contra o meu corpo e pensamento
assim gastos e passantes.

10 comentários:

  1. Anónimo7:01 p.m.

    Soberbo, acho! Abraços!

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  2. Anónimo10:59 p.m.

    Deste gostei especialmente, certo? Abraço de sempre!

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  3. Anónimo12:35 a.m.

    Sonoro e tocante poema. Abraços...

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  4. Gostei, parabéns!
    ... a avenida do caroço, ou 28 de Maio...

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  5. Olá!
    Deixou de publicar-se a "Ave Azul"?
    Fico com pena...
    Abraço
    hc

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  6. caro herculano, não propriamente. o ritmo está é mais lento, vítimas que somos do desapoio e da erosão. prepara-se o nº 10, sobre branquinho da fonseca e rodrigo emílio. abraço. mgs

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  7. Alberto Sampaio e as suas 'Vilas' merecem respeito, mas a Avenida 28 de Maio, também, porque essa data é um facto histórico que, goste-se ou não, pertence à Memória colectiva dos portugueses, e viseenses.

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  8. -----sempre passante. por aqui. pela avenida das palavras sábias.
    onde nada é efémero.
    onde a beleza é permanente.


    sempre renovada. renovadora.


    beijo. Martim.

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  9. Martim Lourenço

    Como reconheci n’ A Voz, o Poema é ao Café, não à rua.
    Mas, ‘a oportunidade é que faz o ladrão’, e não resisti...
    Abraço.

    PS - Já agora, é (ainda não mudou de instalações?) na Avenida Alberto Sampaio, pois claro, que está a famosa Tipografia Guerra, de Viseu.

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