2005-10-28

tesouras & alicates


é com a língua que corto o vento. a força dos alicates esmaga-me os ossos. novo e cego narciso, é com o corpo que dedilho os elementos. o lume desce à garganta e o mito ilumina-se nas paredes do estômago. na mala levo comigo os poemas dos outros. no espelho da água fito a imagem. a primeira, vinda sobre a pele dos dias. cada avanço é um som opaco, sem pegada. em ti me perco, já sem regresso. as lâminas da tesoura tombam e nem sequer um pouco da morte.

3 comentários:

  1. Anónimo1:27 p.m.

    matéria operada...
    ob(e)ra
    & bichos carpinteiros?
    e a tauxia?
    lavrada madeira a sulco aberta, fendida à mão...
    (martimmartim --» acaba esta última epinautografia)

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  2. Anónimo2:24 p.m.

    tauxia soa a barthes???

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