2007-03-21

"Manobra perigosa"



JOVENS PROFISSIONAIS CATÓLICOS

EXIBIÇÃO DO FILME “MANOBRA PERIGOSA”

A associação Jovens Profissionais Católicos tem a honra de convidar V. Exª para a exibição do filme “Manobra perigosa”, seguida dos comentários do Padre Mário Rui Pedras, Prior de São Nicolau.

Este filme é ideal para a Quaresma, para um tempo especial de conversão interior. Com belíssimas interpretações de Samuel L. Jackson e Ben Affleck, esta película, decorrida durante um só dia - a Sexta-Feira Santa - retrata a conversão interior de dois homens, que, em confronto, da raiva e destruição passam para a dádiva e redenção.

Local/data: Igreja de São Nicolau (sala grande), no dia 21 de Março (4ª feira), pelas 21h15m

Duração: Filme (1h30m) e comentários (15 minutos)

Entrada livre


2007-03-19

Convite a Pais e Educadores

«Sobre a relação educativa adolescente-família […] Não é justo que os pais tenham medo, a partir dos 14-15 anos, mas também cada vez mais cedo, de propor com firmeza as suas ideias fundamentais aos filhos. Não é justo que os pais se abstenham de dá-las por causa dum conceito de liberdade mal entendido…»

«As pessoas lamentam-se, com frequência, que os jovens não são construtivos: mas o que construir, e sobre que base? Um estudante de liceu dizia aos seus colegas: “Mandam-nos estudar uma infinidade de coisas, mas nunca nos ajudam a compreender o sentido dessas coisas e, assim, parece que falta uma razão para nos fazerem estudá-las.”»

«O objectivo da educação é formar um homem novo. Por isso, os factores activos da educação devem tender a fazer o educando actuar cada vez mais por si próprio e cada vez mais ser capaz de enfrentar o ambiente.»

«O desenvolvimento da autonomia do jovem representa, para a inteligência e o coração, e também para o amor-próprio do educador, “um risco”.»

A Associação Mais Família, em parceria com a Fundação Maria Ulrich, realiza uma Escola de Pais com início a 31 de Março. Data dos encontros: 31 de Março, 14 de Abril, 21 de Abril e 29 de Abril (sábados) às 10h30. Programa, local e preço em anexo.
Inscrições e informações:
Por e-mail: maisfamilia@oninetspeed.pt
Internet: www.fmu.org
Por telefone: 91 921 44 80

mais família
Associação para a defesa e promoção dos direitos da Família

2007-03-18

uma semana de prazer

Anunciado que estava um colóquio na Sorbonne, lá para Abril, a ele dedicado - o primeiro a incidir sobre um nome só -, eis que António Lobo Antunes é galardoado com o prémio Camões. Evoluindo para um hermetismo poético indesmentível, o romance de Lobo Antunes, de fisicidade anormalmente extensa, talvez afaste alguns potenciais leitores. Sem denegação das altas esferas univocais criadas, penso que a sutura com o leitor se poderá fazer, por exemplo, a partir de As Naus, publicado há quase 20 anos. Sem obstáculos tecnicistas, a leitura corre até ao fim. Prepare-se o leitor, que temos em Antunes o próximo Nobel português.



Mircea Eliade publicou mais de 1300 títulos e passeou pela cidade de Viseu, como há muito aqui se disse, a respeito do Diário Português e não só. Alguns jornais não esqueceram o centenário do nascimento do intelectual romeno nascido, em Bucareste, a 13 de Março de 1907. É bom que assim tenha acontecido e que não se esqueça a relação placentária do escritor com o nosso país, tanto mais que Eliade por cá escreveu algumas das suas obras.


Vasco Pulido Valente é um fulgurante escritor. Há pouca gente assim certeira e codiciosa. A crónica de hoje, saída no Público, interroga as qualificações dos qualificadores. Nesta sanha persecutória, classificadora e pontuadora, talvez o tiro lhes saia pela culatra. Vendo a forma como alguma gente com responsabilidade irresponsavelmente oculta ou altera o currículo, conclua-se mesmo que já saiu. Esperemos, até porque, como o defendia Baudrillard, a verdade em que vivemos é relativa e definida por poderes escondidos.




2007-03-17

"Álvaro, Gil e a Mortíssima", por Marcia Frazão

Quando na última sexta-feira, 9 de março, um dragão rasgou o início da noite, bufando poeira de estrelas pelas narinas, reconheci a amazona que o cavalgava: era a Mortíssima de quem Frida, em sua dolorosa saga de calos, tanto falara e representara na ponta dos pincéis.
Eram cinco horas da tarde! Lorca não se enganara. Exatamente quando os ponteiros marcavam cinco em ponto da tarde a velha senhora se apresentava, livre de qualquer atraso, de qualquer desculpa esfarrapada. Exata como uma equação matemática, pousou o dragão sobre o leito de hospital que Álvaro, meu pai, se encontrava. Não se confundiu com nomes nem solicitou à nenhuma enfermeira, informações sobre o leito.
Embora insastifeito com o local do encontro e, se lhe fosse dada escolha, preferisse o centro da praça, acatou a chegada, lembrando-se de uma canção que Gilberto Gil compôs num momento de inspiração metafísica onde afirmou a realeza solitária da Mortíssima. "Afinal, se a morte é rainha que reina sozinha, quem sou eu para reclamar do local do encontro", perguntou-se, cantarolando a canção enquanto a digníssima dama se aproximava.
Demonstrando sinais de agenda sobrecarregada por horários que desafiariam a mais requintada teoria quântico-filosófica, indiferente a dor, ao espanto e às súplicas dos doentes que por ela esperavam como se esperassem uma aplicação de morfina, a Mortíssima rainha se aproximou de Álvaro, pronta para lhe dar o mortífero beijo.
E foi nesse exato instante que os seus lábios descarnados se aguavam em gotas secas do Rio da Secura que deu-se o inesperado: dragões alados, cavalgados por poetas, heróis, filósofos, músicos, pintores, atores, juristas, anjos, santos, artistas, escritores, cantores e "gente poéticamente comum", como meu pai bem dizia, rasgaram o teto branco da enfermaria. E lá estavam, físicamente contrariando a corte solitária da rainha Mortíssima, a mãe, o filho, o pai, o irmão, as irmãs, as tias, os tios, os avós, as avós, os velhos amigos de infância de Álvaro, acompanhados por Roberto Lyra, Carlos de Araújo Lima e Sobral Pinto, seus companheiros juristas que o ensinaram a amar e praticar a justiça mesmo quando esta exigia dolorosos sacrifícios; Dolores Duran, Lupiscínio Rodrigues e Antônio Maria, companheiros de antigas noitadas pelos bares de copacabana e vielas da Lapa; Marx, Lênin, Che, Bolívar, Chico Mendes, Garcia Lorca, Pablo Neruda, Torquato Neto, Castro Alves, Fernando Pessoa, Gorki, Picasso, Frida, Rivera, Portinari, Mario Lago, Shakespeare, Maysa, Silvinha Teles, Agostinho dos Santos, e uma horda inumerável de heróis que com ele estiveram na praça que é do povo como o céu é do condor, provando - em circunstância material - que a morte só é solitária quando reina sobre os injustos e os canalhas.
Numa fração de tempo incontável e inregistrável, num último lampejo de uma lucidez que conseguira esconder do ladrão Alzheimer, Álvaro sorriu para a Mortíssima e lhe confidenciou no ouvido: "Me leva depressa porque tenho que contestar a tese do Gil."
Se entrou ou não com uma petição - amigável, que fique bem claro - isso é coisa que ficou por conta do segredo de justiça do STC (Supremo Tribunal Celeste).
A Mortíssima? Dizem os registros hagiográficos que naquele dia, contrariando a agenda superlotada, seguiu o cortejo de dragões alados e foi vista, acompanhada por ruidoso séquito, num boteco da Lapa, cantarolando as canções que Lupiscínio e Dolores entoavam, extasiada - talvez pela cerveja ou pelas palavras - com os argumentos e contra-argumentos travados entre os juristas, filósofos e poetas.
O resultado da ação impetrada no STC ainda permanece incógnito para nós, os vivos, mas rumores surgidos numa sessão espírita acontecida num subúrbio do Rio, dizem que o tribunal pegou fogo quando Pinochet, o grande canalha, trazido das víceras profundas do Diabo, declarou no banco das testemunhas, ter sido levado pela Mortíssima "sozinho como um cão danado".

Marcia Frazão

2007-03-16

transparência

para dentro dos séculos gritarás
e a vertigem devolver-te-á o som
como se pó do poço do tempo fosses
e barcos estremecendo escombros
a pique nos poros e uma varanda
só tua alagada no estuário da pele.

então amarás todos os lugares
e as pragas serão dádivas brutais.

de nada te valerá a secura o pátio
afundado em ti como esta página
cristalina suando nas tuas fontes.

2007-03-15

"Genealogias da Ilha Terceira"


Genealogias da Ilha Terceira

Fruto de 40 anos de trabalho nos mais importantes arquivos nacionais, Jorge Forjaz e António Ornelas Mendes apresentam agora, numa edição monumental, a sua investigação sobre as Genealogias da Ilha Terceira.

Começando pelos primeiros povoadores e tendo em atenção que o povoamento se foi fazendo num período de tempo alargado, os autores desenvolvem até à actualidade as genealogias de centenas de famílias que, a partir da Terceira se espalharam pelas várias ilhas dos Açores – especialmente São Miguel, Graciosa, Faial, São Jorge, e Flores – pela Madeira, pelo Continente, pela Europa, pelo Brasil e outros países das Américas.

Explorando as mais importantes fontes arquivísticas – registos paroquiais, testamentos, nomeações, chancelarias régias, Desembargo do Paço, Leitura de Bacharéis, Matrículas na Universidade de Coimbra, Santo Ofício, Ordens de Cristo, Santiago e Avis, etc., a obra distribui-se por 9 volumes que incluem cerca de 400 capítulos, subdivididos em 1.500 sub-capítulos, e mais de 15.000 notas que permitem construir biografias e descrever o trajecto de inúmeras personagens que, ao longo de séculos, fizeram a História da Terceira e, também, de Portugal. Editado pela Dislivro Histórica com o apoio da Caixa Económica da Misericórdia de Angra do Heroísmo, Genealogias da Ilha Terceira será, por tudo isto, o maior estudo de genealogia alguma vez publicado em Portugal.

O custo de subscrição da obra será de 300 euros – valor que não inclui os portes de envio – estando previstas várias modalidades de pagamento, incluindo a repartição em cinco prestações.

Pelas suas características especiais, a tiragem será praticamente limitada aos subscritores, o que a transformará em pouco tempo numa raridade bibliográfica.

Duas cerimónias de lançamento assinalarão a publicação desta obra: a primeira terá lugar nos Açores em Agosto – data em que a obra se encontrará disponível para todos os subscritores – e a segunda em Lisboa, em Outubro, em dias e locais a anunciar brevemente.

A subscrição decorrerá até ao final de Abril devendo ser feita a partir do formulário de encomenda exclusivo que prevê as várias modalidades de entrega e de pagamento.

2007-03-14

com o vento

em agosto o canyon a sede
uma língua quente o oeste
e as bailarinas nas veias
céleres devorando o sangue
na mesa escorrendo os frutos
como no tempo antiquíssimo.

ardente a velha morada os amores
declinam então sobre o absinto e
da rebentação do estio as aves fogem
como em desfilada as teclas no corpo.

agora sei que virei com o vento
súbito como o perfume das flores.

2007-03-13

"A Morte - Uma abordagem teológica do fim da vida humana na terra", pelo Padre Duarte da Cunha




Paróquia de Nossa Senhora do Carmo

e
Centro Cultural de Lisboa Pedro Hispano




Quinta-Feira - 15 de Março de 2007

21.30



A Morte Uma abordagem teológica do fim da vida humana na terra



Pe. Duarte da Cunha



No salão Paroquial de Nossa Senhora do Carmo
(esquina da Rua Raul Mesnier du Ponsard com a Av. Maria Helena Vieira da Silva - perto do Hospital Pulido Valente)




"É em face da morte que o enigma da condição humana mais se adensa" (Concílio Vaticano II). Todos experimentamos o encontro com a morte dos nossos familiares e amigos, e todos sabemos que um dia nos tocará a nós morrer. Mas pela fé também esperamos uma vida nova. O que é a morte exactamente. E que acontece à pessoa, ao seu corpo e à sua alma? Podemos esperar ver a Deus e voltar a encontrar os amigos? E porquê que é preciso morrer? Se Jesus morreu, será que isso tem alguma influência na maneira de morrer. Então como preparar a morte e como lidar com ela ao longo da vida? Estas e outras questões podem ser pensadas e a Igreja tem algumas coisas para dizer, mesmo que sejam sempre, como a vida, um mistério que só Deus conhece bem.


Padre Duarte da Cunha
Igreja de Nossa Senhora do Carmo
Av. Maria Helena Vieira da Silva 12 Ig

Sim! Amén! Aleluia! Vem Senhor Jesus...

Colóquio “Bioética e Bem-Estar Animal II: bem-estar dos animais criados para consumo humano”


Colóquio “Bioética e Bem-Estar Animal II: bem-estar dos animais criados para consumo humano” | 13 de Março de 2007, às 14h, no Auditório Agostinho da Silva, na Universidade Lusófona, em Lisboa

Venha assistir a este importante debate sobre os direitos e o bem-estar dos animais de quinta e o modo como estes são completamente desconsiderados e violados quando explorados e usados como alimentos :: O acesso a este colóquio é inteiramente livre e gratuito, não sendo exigida qualquer inscrição

14h00m-14h30m: Abertura da Sessão | Clara Pinto Correia, directora da licenciatura em Biologia, Universidade Lusófona, e Laurentina Pedroso, directora da licenciatura em Medicina Veterinária, Universidade Lusófona

14h30m-15h00m: «Animais “de quinta”: o problema do bem-estar animal e o problema dos direitos do consumidor» | Augusta Gaspar, docente da licenciatura em Biologia, Universidade Lusófona

15h00m-15h30m: «Bem-estar dos animais no local de criação» | Alexandra Pereira, Médica Veterinária – Câmara Municipal de Sintra

15h30m-16h00m: «Bem-estar dos animais durante o transporte e no local de occisão» | Gonçalo da Graça Pereira, docente da licenciatura em Medicina Veterinária, Universidade Lusófona

16h00m-16h30m: Intervalo

16h30m-17h00m: «Relação entre o bem-estar animal e a qualidade intrínseca da carne/produtos cárneos transformados» | Carlos Santos e Cristina Roseiro, docentes da licenciatura em Medicina Veterinária, Universidade Lusófona

17h00m-17h30m: «O que tem realmente no seu prato? Exploração pecuária dos animais em Portugal vs. direitos dos animais e bem-estar animal» | Miguel Moutinho, presidente da Associação ANIMAL

17h30m-18h00m: Debate e Encerramento

Organização: Licenciatura em Biologia e Licenciatura em Medicina Veterinária da Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias de Lisboa

Em Setembro e Outubro de 2006, investigadores da ANIMAL trabalhando sob disfarce tiveram, pela primeira vez em Portugal, acesso privilegiado a diversas unidades agro-pecuárias dos distritos de Lisboa e de Leiria, conseguindo observar, filmar e documentar a maneira miserável e cruel em que vacas, vitelas, porcos, leitões, frangos, galinhas, patos e perus são criados, mantidos, tratados, transportados e, por fim, mortos. Os investigadores da ANIMAL conseguiram também, numa investigação sem precedentes, entrar no mundo secreto da indústria de pêlo de coelho em Portugal, filmando as condições em que são criados, mantidos, transportados e mortos os coelhos que são criados para aproveitamento do seu pêlo – e, em alguns casos, da sua carne.
Neste contexto, este colóquio na Universidade Lusófona será uma preciosa oportunidade para trazer estes problemas a debate e para, neste debate, sensibilizar estudantes e profissionais de ciências animais e outras, assim como membros do público em geral, para aquilo que cada português que não seja vegetariano tem realmente no seu prato – o resultado de uma longa e tortuosa agonia.

Veja os vídeos e leia os relatórios resultantes destas investigações em www.TVANIMAL.org.

O Estado-polícia


O Estado-polícia
10.03.2007, Vasco Pulido Valente, Público.

Salazar despachava diariamente com o director da PIDE. Caetano não despachava com o director da PIDE/DGS. Durante trinta anos de democracia nenhum primeiro-ministro despachou em pessoa com qualquer chefe de qualquer polícia. Tudo isto irá mudar. Uma lei já anunciada vai pôr a PSP, a GNR, a PJ e o SEF sob a autoridade de um secretário-geral para a Segurança Interna, com o estatuto de secretário de Estado, que despachará directamente com o eng. Sócrates. Como de costume, esta organização foi copiada. Desta vez, do modelo espanhol. Com duas diferenças. Primeira, em Espanha, o "secretário-geral" está subordinado ao ministro do Interior e não ao presidente do Conselho. E, segunda, em Espanha o terrorismo da ETA e a imigração islâmica teoricamente justificam a necessidade de um único centro de comando.
Em Portugal, nenhum perigo imediato exige que as polícias passem a depender de Sócrates. Pior ainda: o SIRP, que superintende e coordena o Serviço de Informações de Segurança (SIS) e o Serviço de Informações Estratégicas de Defesa (SIED), dois serviços secretos, também ficará sob a tutela do primeiro-ministro. E a tudo isto, António Costa juntou dois novos meios de fiscalização e vigilância. O bilhete 4 em 1, que reúne o bilhete de identidade, o cartão de contribuinte, o cartão da Segurança Social e o cartão de utente do SNS. E o cartão que reúne a carta de condução, o livrete e o título de propriedade do automóvel.

Com estas medidas, o Governo socialista criou um novo Estado-polícia, que a Assembleia não controla e que não dá ao português comum a menor garantia de privacidade. E, se a privacidade é, como é, o fundamento da liberdade, não lhes concede mais do que uma liberdade condicional e fictícia.

Não se trata aqui do indivíduo Sócrates, que não abusará dos seus poderes. Mas da própria existência desses poderes, que nada impede um sucessor, ou mesmo um ajudante obscuro, de eventualmente desviar para fins perversos. Só que nessa altura será tarde para desfazer a máquina que hoje com tanta inconsciência e sem protesto público se anda a pôr em pé.
Claro que vivemos num mundo perigoso e é preciso coordenar as polícias. Sucede que das várias formas de coordenação o Governo escolheu a pior: a que mais reforça (e compromete) o chefe do Executivo, a que não inclui um droit de regard do Parlamento e a que deixa os portugueses sem defesa perante a prepotência e o arbítrio. O que de resto não espanta. A liberdade nunca foi por aqui muito estimada.

2007-03-12

Ciclo de Conferências


SANTOS DE LISBOA

Ciclo de Conferências

Casa Veva de Lima

21:30H

Falar de santidade hoje? Não é antes coisa do passado? A verdade é que, como tem lembrado Bento XVI, duas coisas podem fazer virar o coração das pessoas para Cristo: a arte e os santos. Olhar para os santos de Lisboa, é então o único caso em que se pode dizer, contrariando o provérbio, que fazem milagres.

Citando Nietzsche, Maria Ulrich sempre sublinhou a necessidade de superação. Não caiu no entanto no niilismo do filósofo alemão mas antes abraçou a plenitude da dimensão humana do cristianismo. “Sede perfeitos como o Meu Pai que está no céu é perfeito. Perfeito não no sentido de ser ‘virtuoso’, de suprimir defeitos que nos pertencem…mas no sentido de os sublimar e de atingirmos o máximo de que somos capazes.”

As Conferências serão editadas pela FMU.

27 de Fevereiro – Nuno Guedes – S. JOÃO DE BRITO

13 de Março – Isabel Alçada CardosoS. VICENTE

22 de Maio – Madalena Fontoura – BEATA JACINTA

12 de Junho – João César das Neves – SANTO ANTÓNIO

Outubro – Padre João Seabra – SANTOS MÁRTIRES DE LISBOA

Novembro – SAR D. Duarte de Bragança – SANTO CONDESTÁVEL

Rua Silva Carvalho, 240

1250-259 LISBOA

Tel.: 21.388.21.10 Fax: 21.383.01.35

fundmariaulrich@clix.pt

www.fmu.org

2007-03-11

pressentimento

agora tudo acaba aqui
e não mais a tenra flor
no bico das aves frias
ou a dor nos álamos
correndo em março
segundo as profecias
e as velhas adivinhas.

agora ardes em capri
assim rumorosamente.

2007-03-10

"Memórias" de Edmundo Pedro




Antony and the Johnsons


Para ouvir, na tecla ao lado...

"a escrita e a loucura " - 3ª tertúlia "Monique Plaza"











Debatendo a possibilidade de a escrita ser consequência de uma patologia ou de uma dimanação dos "infernos da mente", realizou-se, na noite de ontem, no restaurante "A Cabaninha", a tertúlia anual "A escrita e a loucura", estando presentes alguns intelectuais locais e nacionais. Deixamos aos habituais leitores alguns dos momentos da sessão e a informação de terem abordadas as produções maiores de Artaud, Maupassant, Dumas, Highsmith, Beckett, Woolf, Lima, Judith Teixeira, Botto, Mao, Alba, Cesariny. Gancho, Nava, ARG, Labatt, GS, Flash e outros.

assim, no Gymno Três


2007-03-09

a poesia é o silêncio

de repente o mundo muda
os poetas amesquinhados
com o comércio e a usura
caem dentro do gelo fundo
cortam a língua os dedos
e não mais vêm à cidade.

a poesia não é narcisismo
assim: folia que não procria.

Prémio Daniel Faria 2007 para Paulo Renato Cardoso de Jesus

Informamos que o prémio de poesia Daniel Faria 2007 foi atribuído a Paulo Renato Cardoso de Jesus, sob o pseudónimo de Eva Ferreira, com o livro: "Órbitas definitivas", que estará em breve à venda na n/livraria.
As n/melhores saudações.
POETRIA

2007-03-08

fora do gelo

por exemplo um convento e o sossego
fora do inverno longe do sofrimento
seriam a terra rasgada pelo arado ou
o algodão envelhecendo na plantação.

em hipótese nem o rumor inevitável
nem sequer a lâmina ferindo a cidade
as velhas arcadas chorando o silêncio.

ali um grito revela a tarde a luz ocre
moldando o sal a velha língua oblíqua.

para cima os olhos acontecem azuis.

talvez o missouri e a festa resto de gelo.

Viseu: notícias do século XIX


NOTÍCIAS D'OUTRO TEMPO

(Viseu, 1.ª quinzena de Dezembro de 1875)

Por: Arlindo de Sousa

Não tendo encontrado registo especial sobre o estado do tempo, supõe-se que a temperatura média fosse a habitual para esta época do ano.

Relativamente a outros acontecimentos, consta:

- que duas crianças morreram na "freguezia de Oliveira do Douro, em Quebrantões", por terem comido tortulhos venenosos;

- que em Gouveia se estava a organizar uma companhia que iria estabelecer " diligencias entre as cidades da Guarda e Coimbra, e Guarda e Vizeu, passando por Celorico";

- que os estudos de campo com vista à definição do traçado definitivo da linha férrea da Beira Alta estariam já concluídos;

- e que Viseu pouca atenção deu ao 1.º de Dezembro, dia da Restauração da Independência de Portugal em 1640. Apenas a "philarmónica Boa União" percorreu as ruas da cidade tocando o hino da independência e outros hinos patrióticos.

Mas, para além de muitos outros problemas e com uma das maiores taxas de analfabetismo da Europa (mais de 80%), uma grande preocupação da gente mais esclarecida da Beira era também a questão do ensino, sobretudo o ensino primário. Havia o desejo ardente de " ver espalhada a instrucção por todos os logares e por todas as camadas sociaes". E mais: defendia-se que também as mulheres (na altura quase completamente à margem do ensino, mesmo das primeiras letras) deviam " ser ensinadas para serem boas mães...".

Na realidade, entendia-se que sem instrução não podia haver nem progresso nem liberdade. Como exemplo, semelhante a muitos e muitos outros ocorridos no país, apontava-se o caso da freguesia de Lajeosa, onde os eleitores, quase todos analfabetos e sem opinião nem vontade própria, depois de propositadamente embriagados, foram acompanhados por um cacique local à urna, a Tondela. Ali, " receberam do administrador a lista, que este lhe(s) entregava, e beijando-a a deitavam na urna...". Estavam os regeneradores no poder.

Fonte: "A Liberdade ", jornal que em 1875 se publicava em Viseu.

2007-03-07

Mazagão - A Epopeia Portuguesa em Marrocos


Mazagão - A Epopeia Portuguesa em Marrocos

Mazagão, uma imponente fortaleza no litoral atlântico de Marrocos, encontra-se apenas a 420 km da ponta de Sagres. Com a designação de "cité portugaise", obteve recentemente a classificação pela UNESCO de Património de Humanidade. Foi a mais lusa das praças que Portugal possuiu em território marroquino. Construída de raiz pelos Portugueses, foi aquela onde eles por mais tempo permaneceram: cerca de 255 anos.

Sentinela e guardiã da rota da Índia, o seu quotidiano épico consistiu numa quixotesca guerra de fronteira, vivendo a população praticamente enclausurada nas suas muralhas. Incrustada em território distante do Reino, mas dependendo dele para a sua subsistência, tinha poucas relações com o território marroquino vizinho.

A cidade-fortaleza foi abandonada por Portugal, em 1769, numa alteração profunda da estratégia política do governo do marquês de Pombal, tendo a sua população sido transferida para o Brasil onde
fundou Nova Mazagão.

Mazagão - A Epopeia Portuguesa em Marrocos, (ver índice) é um trabalho notável de Augusto Ferreira do Amaral, autor, entre outras, de "A Acalmação e D. Manuel II" (1966), "História de Mazagão" (1989), "Fontes da Genealogia em Portugal" (2000), "Povos Antigos em Portugal" (1997), em colaboração com seu irmão João Ferreira do Amaral.

Advogado, investigador e genealogista, Augusto Ferreira do Amaral foi Deputado, Secretário de Estado da Estruturação Agrária, Ministro da Qualidade de Vida, Presidente do Conselho Distrital de Lisboa da Ordem dos Advogados, Presidente do Partido Popular Monárquico, da Causa Real e da Associação Portuguesa para o Direito do Ambiente, e Presidente do Círculo de Amizade Portugal-Marrocos

Editada pela Tribuna da História, o lançamento terá lugar no próximo dia 6 de Março, às 18h30, no Auditório do Espaço Chiado, em Lisboa, Rua da Misericórdia 12-20, sendo a apresentação da obra feita pelo Professor Doutor António Dias Farinha, professor catedrático da Universidade de Lisboa e secretário-geral da Academia Portuguesa de Ciências.

O preço de lançamento, válido para as encomendas concretizadas até ao próximo dia 5 de Março é de 26 euros, sendo a obra posteriormente comercializada a 34 euros. Para encomendar, clicar aqui

Aos investigadores

Caros Investigadores

O Conhecimento, considerado em termos genéricos, esteve sempre associado à evolução das sociedades humanas. Nos dias de hoje, consideram-se sobretudo os conhecimentos de base científica e tecnológica como factores de desenvolvimento e crescimento económico. Atribui-se assim, relevância ao poder inovador das actividades de Ciência e Tecnologia, mas abre-se simultaneamente espaço para questionamentos sobre a responsabilidade da Ciência e da Tecnologia que reflectem a sua duplicidade no seio das sociedades contemporâneas, e na evolução ambiental, social e económica das mesmas, ou seja:

Por um lado, discute-se a influência do desenvolvimento das ciências e das tecnologias na degradação das condições de sustentabilidade e de preservação da vida e do planeta;

Por outro lado, procuram-se na inovação, no conhecimento científico e tecnológico e na qualificação os meios para a promoção do equilíbrio ecológico e o desenvolvimento sustentável.

Neste contexto, e dando cumprimento à sua missão, de promover a difusão da informação cientifica e técnica, o OCES criou no seu Site, o ECO-OCES, um espaço dedicado à difusão de informação actualizada sobre os contributos científicos e técnicos em torno das condições de sustentabilidade da sociedade. Procura-se assim dar um modesto contributo para a promoção do desenvolvimento sustentável das sociedades humanas e do meio biofísico que as acolhe.

Convidamo-lo a visitar este espaço, tirando proveito da selecção de destaques, publicações de referência e ligações úteis. Agradecemos antecipadamente quaisquer sugestões e informações adicionais que possamos incluir.

A Directora do OCES

Teresa de Lemos

Últimos lançamentos do OCES:

Publicações OCES

· Inscritos no Ensino Superior, por Distrito e NUTS II (1997/98 - 2005/06)

· Vagas vs Inscritos no 1º ano pela 1ª vez (1997/98 – 2005/06)

· TIC no ensino superior (1997/98 - 2005/06)

· Diplomados no Ensino Superior, por Distrito e NUTS II (1997/98 – 2004/05)

União Europeia e outros organismos internacionais

§ Women in Scientific Careers: Unleashing the Potential
Publicação da OCDE que resultou do International Workshop on Women in Scientific Careers, realizado em Novembro de 2005.

§ Evolução do mercado da publicação científica na Europa
Publicação da Comissão Europeia (2006) que apresenta uma análise económica do mercado europeu das publicações científicas. Discussão sobre as condições de acesso, disseminação e preservação dos resultados de I&D.

§ Financiamento do Estado e Comportamento das Empresas
A OCDE lançou em Junho de 2006 a publicação Government R&D Funding and Company Behaviour.

§ The State and Prospects of European Energy Research
Publicação da Comissão Europeia que traça o perfil da investigação na área da Energia (não-nuclear) para os Estados – Membros da União Europeia, EUA e Japão.

§ Regions: Statistical Yearbook 2006
Publicação do Eurostat que apresenta e analisa informação estatística de nível regional.

§ Pro Inno Europe
Iniciativa da Direcção Geral da Empresa e da Indústria da Comissão Europeia, lançada em 2007, com a missão de centralizar a análise e o desenvolvimento de políticas europeias de inovação, tendo como objectivo melhorar a aprendizagem de políticas de inovação e aumentar a cooperação transnacional.

esterisco

2007-03-06

corpo litoral

se calhar nem lembras as mesas quentes
o orvalho caindo no centro da noite o vento
trazendo as preces das vindimas o archote
irrespirável encostado às ruínas o parto
dos animais acordando as trevas os medos.

não cresci assim antes encostado ao mar
e às casas dos ingleses presos ao tea time
à ordenação das coisas dentro da solidez
dos bairros e avenidas rápidas pela foz.

agora volto ao atlântico à procura do lugar
e vaga uma mesma canção sopra-a a brisa
para dentro de um corpo litoral desabrigado.

há um frio na maré e na pele as velas rompem
desossando a carne o sangue negro ardendo.

começa o dia e das sombras os sinos amanhecem.

2007-03-05

Por poucos euros, na chapitre

alegria breve

eu sei: a agulha fere o dedo
e o só então o comboio vem
aos carris lembrando a dor
deslumbramentos e partidas.

é mesmo aí o lugar da peste
a insuportável fome vindo
os destinos partindo sempre
sem os bares e os afectos.

assim tudo em ti dentro da luz.

2007-03-04

Valter Lemos fractura: "berrou e atirou os papéis ao ar"

Agradecimentos ao Carlos Rodrigues Monteiro, pelo envio da fina peça, atestadora do nível do governante da Educação. Nunca antes pior...

2007-03-03

Henri Joyeux

HENRI JOYEUX


“NINGUÉM MORRE COM UM ZERO A MATEMÁTICA, MAS PODE-SE MORRER COM UM ZERO A AMOR E SEXUALIDADE”


SAÚDE - AMOR - SEXUALIDADE


Lisboa, 8 de Março

Conferência na Universidade Católica

Auditório Cardeal Medeiros

21 H

O PAPEL INSUBSTITUÍVEL DO PAI

Lisboa, 9 de Março

Conferência na Casa Veva de Lima

Rua Silva Carvalho, 240

19H

ATRACÇÃO, AMIZADE E AMOR/SOLIDÃO E DIFICULDADES AFECTIVAS

Lisboa, 13 de Março

Conferência na Paróquia de Nossa Senhora do Carmo

Lumiar

21H30

Conferências sobre educação sexual no Portugal do pós referendo e no quadro da educação para a saúde nas Escolas.


Henri Joyeux é um cirurgião oncologista francês que nos últimos 20 anos tem desenvolvido um trabalho com jovens e crianças (do pré-primário à Universidade), pais, educadores e professores. Com uma humanidade enriquecida pela experiência, utiliza uma linguagem acessível e atractiva. Com o rigor do cientista, esclarece como poucos o valor da sexualidade, na sua articulação com o amor, a saúde e a afectividade.

2007-03-02

em março que lugar?

em março iniciaria este poema
com a dor do inverno nos ossos
e o metal fundente dos poderes
arruinando os pulmões as aves.

ao segundo dia arrumaria a mesa
e o espelho das louças não mais
encostaria às pratas e aos cristais.

ao terceiro na paisagem um veleiro
escreveria certa a epopeia de lisboa
os gritos indeclináveis pela tarde
e a rouquidão descendo pelo combro.

hamlet como em baptista viria ao poema
como a nostalgia e o incêndio de nova luta.

mas para o lugar só uma elegia desesperada.

2007-03-01

Ciclo de Conferências da Quaresma 2007

Ciclo de Conferências da Quaresma 2007

Realizam-se às quintas-feiras, no mês de Março, às 21h15, no Auditório do Colégio São João de Brito.

"Quatro Faces do Amor"

Dia 1 "Caridade" P. Luís Rocha e Melo, SJ

Dia 8 "Justiça" P. Paulo Teia, SJ

Dia 15 "Perdão" P. Tolentino Mendonça

Dia 22 "Liberdade" P. Hermínio Rico, SJ

Retiro de Quaresma para Casais

Retiro de Quaresma

para Casais

com o Senhor D. Tomaz da Silva Nunes

Dias 9 (sexta feira ao jantar) a 11 (ao almoço)

na casa de retiros da Torre d'Aguilha (Carcavelos)

Inscrições: para o Departamento da Pastoral da Família de Lisboa

Maria Inácia Ramos Ascensão:

21 8810522 ou 918295720 ou familia@patriarcado-lisboa.pt

Preço: €150 por casal

(se alguém não puder pagar tudo converse connosco mas não deixe de ir)

possibilidade de baby-sitting para crianças até um ano de idade

SCARLATTI E RODRIGUES ESTEVES NA BASÍLICA DOS MÁRTIRES, EM LISBOA

Informação à Imprensa

26 de Fevereiro de 2007

Dia 4 de Março, às 16h00, com entrada livre





SCARLATTI E RODRIGUES ESTEVES NA BASÍLICA DOS MÁRTIRES, EM LISBOA

O recital, que conta com a presença do Coro Voces Caelestes, insere-se no III Ciclo de Concertos de Música Sacra organizada pelas paróquias da Baixa e Chiado que, de Fevereiro a Maio, irá encher as Igrejas do coração da capital de vozes e sinfonias.

Uma vez mais, a música sacra é o tema central da iniciativa organizada pelas paróquias da Baixa-Chiado, que visa recuperar estas obras musicais no espaço para o qual foram compostas e simultaneamente revitalizar a animação sócio-cultural daquela zona nobre de Lisboa.

O Coro Voces Caelestes apresenta ao público duas versões da obra “Stabat Mater”, a peça por excelência da liturgia das “dores” da Virgem Maria perante a Paixão e Morte de Jesus – “Estava a mãe dolorosa junto à cruz, lacrimosa”. Ambos os compositores, por curiosidade, foram frequentadores da corte de D. João V.

Num concerto com duas partes, “Sabat Mater” de João Rodrigues Esteves (1700-1751) faz-se acompanhar por uma versão da mesma obra “a dieci voci e basso contínuo” (a dez vozes e baixo contínuo) de Domenico Scarlatti (1685-1757), que surge em especial destaque por ocasião da comemoração do 250º aniversário da sua morte.


Novas possibilidades no GymnoTrês