2007-04-30

"Las Misiones Pedagógicas"



Con motivo de la muestra Las Misiones Pedagógicas, 1931-1936, se ha editado el catálogo de la exposición, que destaca como publicación central en la celebración del 75 aniversario de la creación de las Misiones. Coeditado por la Sociedad Estatal de Conmemoraciones Culturales y la Residencia de Estudiantes bajo la supervisión de Eugenio Otero, comisario de la exposición, el catálogo incluye una cronología exhaustiva de las Misiones, a partir de la cual se encuadran los detalles específicos de cada actividad, que son abordados por los diversos especialistas en cada uno de los aspectos de las Misiones Pedagógicas, siguiendo así la misma estructura en módulos que la exposición.Los grandes bloques en que se divide el catálogo son: las Misiones Pedagógicas y sus protagonistas; las bibliotecas; el Museo del Pueblo; el cine; la música y el Teatro y Coro del Pueblo; el Retablo de Fantoches; el contexto internacional de las Misiones Pedagógicas, y las fotografías de las Misiones. Cada uno de esos bloques se subdivide a su vez en otros apartados, que han sido estudiados por una nómina de especialistas entre los que se cuentan Xosé Luis Axeitos, Manuel Aznar Soler, Valeriano Bozal, José Ignacio Cruz Orozco, Nigel Dennis, Horacio Fernández, María García Alonso, Jordana Mendelson, Víctor Pliego de Andrés, Alfonso Puyal, Gonzalo Sáenz de Buruaga, Ramón Salaberría y el propio comisario de la exposición, Eugenio Otero Urtaza. Se incluyen también los testimonios históricos de Luis Álvarez Santullano, Pablo de AndrésCobos, Enrique Azcoaga, Alejandro Casona, Américo Castro, Luis Cernuda, Carmen Conde, Leopoldo Fabra, Eduardo García Maroto, Raúl González Tuñón, José Marzoa, Gonzalo Menéndez Pidal, María Moliner, Juan José Plans, Laura de los Ríos y Arturo Serrano Plaja. El volumen se completa con dos anexos: la relación de misiones llevadas a cabo y la relación de misioneros que participaron en ellas, y, como es habitual en los catálogos de la Residencia, con la relación de obras y documentos expuestos y un índice onomástico. Acompaña a esta edición un CD con las canciones interpretadas por los Coros de las Misiones Pedagógicas dirigidos por Eduardo Martínez Torner. Esta grabación procede de cuatro discos de pizarra grabados en 1934.
Edita Sociedad Estatal de Conmemoraciones Culturales
Residencia de Estudiantes 2007
25x22 cm. 408 páginas 1 CD
Encuadernación en cartoné
50.0 euros

2007-04-27

"não esqueças que sou fedra", de isabel mendes ferreira

não esqueças que sou fedra
laica osmose de fumo e trevas
muitos beijos cansados. muitas bocas de cigano
bárbaras e distantes.

sou fedra embalsamada e muitos sentidos perdidos.
um pouco de safo e muito de raiva.

2007-04-25

um dia que foi

sem perguntar vieste liberdade
e nas luzes distantes cravaste
no flanco as flechas e disseste
que o tempo era outro orvalho
na taça canais dentro da cidade
e luzes perto explodindo felinas
sem que os espinhos mais fossem
do que uma antiquíssima memória.

do lado da chuva agora eis a fluvial
aldeia sangrando uma longa dor ou
o palácio derruído dentro do livro
combustível que escorre da giesta.

do edifício nem telhado e dos gumes
nem lâminas nem ardores - só esta
cicatriz sombria morto o justo grito.

2007-04-22

púrpura

em volta as fogueiras crepitam
e agora as folhas do tempo são
aquilo que quiseres - galeria ou
alçapão dentro dos pulmões um
fio de água correndo no teclado
uma flor desfibrando os músculos
até o mais terno feno no celeiro.

agora sabes estes versos declinados
na morada da terra que é relâmpago
e teia abandonada nas muralhas ocas.

cruzo o tempo dentro do sangue
e toda a pele nua é tapete e tarde
explodindo nas fissuras do corpo
nas sedas púrpuras desses lábios.

uma pétala de rosa sanguínea sou.

2007-04-21

nos 60 anos de iggy pop

são sessenta flechas cravadas na pele
uma face antiga de fibra e um rasgão
combustível nos sulcos da carne - vê
assim a serpente bailando no deserto
com morte ausente a febre no gelo.

2007-04-17

Conferências da Academia: "Relações entre Pais e Filhos"



Pequeno Memorando das Conferências da Academia
Tema: Relações entre Pais e Filhos
Estas Conferências procurarão ser um momento privilegiado de reflexão e debate sobre a temática de relacionamento entre pais e filhos nos dias de hoje. A evolução da sociedade tem alterado, de forma profunda, a dinâmica das famílias, obrigando-as a repensar o seu papel e funções tradicionais. Novas questões e novos problemas, ao nível comportamental e de desenvolvimento afectivo, são hoje colocados a todos nós, pais e mães, desafiando-nos para soluções cada vez mais exigentes e complexas. Nesse sentido, este será um momento importante de reflexão e debate procurando uma abordagem inovadora, actual e prática sobre o tema. Para tal convidámos um conjunto de especialistas das áreas da psiquiatria, pedopsiquiatria e psicologia, que nos ajudarão a compreender e ultrapassar as dificuldades que hoje todos temos com os nossos filhos.

2007-04-16

"o rosto dentro da boca": "Na memória dos pássaros" de Graça Magalhães


Lembrando as reflexões de Walter Benjamin sobre a obra de Nikolai Lesskov e adaptando-as a este acto hermenêutico, direi que a nova colectânea poética de Graça Magalhães, intitulada “Na memória dos pássaros” (Viseu, Palimage Editores, 2006), convoca cenários dominados por forças opostas e explosivas, não esquecendo, na mostragem, o fundante “minúsculo e frágil corpo humano”, que é, aliás, um exercício persistente na poesia da autora, agora claramente melhorada de rumo e carisma.
Como mnemónica de liberdade e fruição, “Na memória dos pássaros”, inscrito “ab initio” em linhagem herbertiana, rasga e suplanta o anterior dizer, prolongando, como atrás se disse, um mesmo rasto do corpo, suturante e estruturante. Explico, por exemplo, com o primeiro poema, que, deflagrando a “metáfora intensa”, constrói e urde um corpo poético abrasante e completo, com olhos e lábios, boca e peito (“depois acendo a boca e o adeus perfeito / onde nascem laranjas do peito aves inquietas”), e demais geodesia corpórea inscrita em grande parte dos poemas.
Ganha ainda laivos de moderador flutuante um título que é ressonante em vários poemas, assim parecendo conduzir o leitor através dos ritos memoriais e oníricos, não esquecendo a autora um atento modo escutador do fogo da criação – as palavras serão água e fogo dentro da forja.
Cada incisão na memória liberta um quadro poético pouco oscilante, rente aos sentidos, sabiamente imbricando o equilíbrio e o alarme, como acontece, v.g., no poema 21, onde a inocência infantil é fendida pelos gritos: “O exílio da tortura / é sempre branco // cada infância inocente / evoca a amálgama dos gritos / onde tudo começou” Tal acontece em muitos dos poemas.
Reveste-se ainda a colectânea de uma interessante linha desalentada não facilmente lobrigada em “Corpo de Rio” (2005), as mais das vezes promanando das tais palavras alarmadas e desestruturantes instituidoras de uma clara tensão entre o passado e o presente: “Apagam-se fósforos nos lugares ermos / os filhos não abraçam as mães / como antes / quando eram tudo // e ainda são / qualquer coisa branca” (poema 35).
Tem este livro uma vasta memória que deve ser percorrida. Di-lo o belíssimo último e biográfico poema com admonição certeira: “onde não há noite onde não durma / o rosto dentro da boca”. Siga o leitor com os olhos dentro do texto.
[artigo publicado no jornal do Centro de 13 de Abril de 2007)


2007-04-15

explosão

na cidade não há relógios
e a praça há muito ardeu.

há só esta decrépita gente
arrastando assim os corpos
contra o espelho e a chuva.

dura nas artérias uma pedra
da torrente esmaga o coração.

explode longe um pastor peregrino.

na varanda os olhos nada dizem.

2007-04-14

"Abril e Maio em Viseu com Zeca Afonso"

WORKSHOP TEATRO-FORUM

14 e 15 de Abril (Sábado e Domingo) 11:00-19:00h

IPJ – Viseu


Integrado no Ciclo de Actividades “ Abril e Maio em Viseu com Zeca Afonso”, organizado por um grupo de cidadãos, a propósito dos 20 anos da sua morte, irá ter lugar um workshop de teatro-forum em Viseu.

O teatro político não é aquele que nos traz soluções determinadas por outros, mas o que dá às pessoas o protagonismo de ensaiar e escolher as soluções que fazem sentido para a sua vida.

Como é que isto se faz? Transformando o público em “ espect-actores”, que participam directamente na cena para a mudar. Num espectáculo de Teatro-Forum, o público não deve bater palmas no fim, mas invadir o palco para transformar a história e a vida.

Este workshop será orientado por José Soeiro, finalista de Sociologia da FLUP e com formação na área do Teatro do Oprimido. É animador de oficinas de teatro fórum, utilizando as técnicas de Augusto Boal.

Inscrições (5euros) através dos telefones: 938543818/966860580

2007-04-13

"Quando Marinela Salero Cortez decidiu imitar Dom Juan", de Maria Conceição Carrilho, na Livraria Pretexto (Rua dos Andrades, ao pé da Casa da Sorte)

LANÇAMENTO NA LIVRARIA PRETEXTO

14 de Abril (Sábado) 14:00h

Quando Marinela Salero Cortez decidiu imitar Dom Juan”

Na próxima sábado 14 de Abril, às 14:00h, lançamento do livro Quando Marinela Salero Cortez decidiu imitar Dom Juan, de Maria Conceição Carrilho, na Livraria Pretexto (Rua dos Andrades, ao pé da Casa da Sorte). O livro conta a história de uma jovem cuja vida muda radicalmente depois de ler Molière e levanta a questão: Será que Dom Juan é um mito masculino ou no mundo de hoje ele pode ressurgir no feminino?

Num estilo vivo e dialogante, bem ao jeito das comédias seiscentistas, assistimos a uma série de aventuras trágico-fantástico-cómicas que constituem uma revisitação de um dos mitos mais importantes da literatura e cultura ocidentais.

Maria da Conceição Carrilho – Nasceu em Coimbra, em 1958. Formou-se em Línguas e Literaturas Modernas na Universidade Nova de Lisboa, em 1984. Actualmente é docente na Universidade do Minho, onde tem realizado um trabalho de investigação no âmbito da Literatura e Cultura Francesas e da Literatura Comparada.


Livraria Pretexto, Partilhamos Leituras …

[ENVIADO POR FERNANDO FIGUEIREDO]

2007-04-12

no chão do verão

no chão da infância lembro os ossos
afundados na areia e o vento breve
segredando ao ouvido um poço fundo
a haver como se o listado dos panos
fosse uma girafa no quarto de brincar.

também na chuva do pátio um relâmpago
e o marulhar do sangue as negras sombras
longe ainda do abismo dos dias da secura
no dorso da teia o toque dos sinos dentro
o coração mesmo fora da boca percutindo.

sei que então a chuva não molhava assim
e que o cabelo que penteava na sombra
era a única cinza fundida dentro do verão.

2007-04-11

o fogo do presságio

eis-te presa do verso que em ti alongo
como folha outonal na palma da mão
oscilante caindo no intervalo da pele.

comprimo rasgo retenho as fontes
e contigo percorro estes caminhos
nada mais esperando só esse beijo
que desde longe guardas temendo
as palavras dos últimos degraus.

desças ou subas é de "dar cima"
que falo e nestes versos decaídos
eis um coração o fogo do presságio.

2007-04-10

Salzillo, testigo de un siglo


Catálogo de la exposición celebrada en Murcia de Marzo a Julio de 2007.
Sedes: Museo Salzillo, Iglesia de Jesús, Iglesia de San Andrés.

Índice:
De castillos y leones ceñida:
El reino de Murcia en el siglo XVIII.
Las ciudades de Salzillo.
Sección I. De castillos y leones ceñida


1. Primun Dux
2. Domun Rex
3. Las dos espadas
4. Buen cielo, buen suelo
5. Gustos cambiantes
6. Tiempo de reformas: La ciudad abierta. Atalaya de los mares y los vientos. La ciudad del sol


La sabia imitadora de los dioses:
Nicola Salzillo entre Nápoles y España. Un entramado de relaciones entre talleres.
La escultura sabia imitadora de los dioses.
Ternura y lágrimas. La pasión dramatizada.
Sección II. La sabia imitadora de de los dioses:


1. Rasguños, dibujos y cartones
2. Quanto necedite tu curiosidad estudiosa
3. El consuelo de una eterna memoria
4. Ternura y lágrimas
5. La vida robada al cielo


Belleza del cuerpo, deleyte del alma:
Salzillo ademán barroco.
...Todo moda y primor.
Salzillo y la condición escenográfica del retablo.
Belén y Presepe. Donde Dios da su bendición.
Francisco Salzillo o el pensamiento firmado.
Sección III. Belleza del cuerpo, deleyte del alma


1. Tintura veritatis
2. Vestidos de hermosura
3. Atavíos, galas y adorno
4. El teatro de la fe
5. La antigüedad soñada
6. El arrobo místico
7. Iconos de los sagrado
8. El espejo de la vida eterna
9. Fantasía hispánica de la Navidad


Bibliografía y abreviaturas
Comisario:
Cristóbal Belda Navarro

Edita
Comunidad Autónoma de la Región de Murcia
Sociedad Estatal de Conmemoraciones Culturales
Ayuntamiento de Murcia
Fundación CajaMurcia
31x25
511 páginas
Ilustraciones en color
Encuadernación
Tela editorial grabada con sobrecubierta

45.0 euros