2008-10-12

nem

um clarão fundo azul celeste
rompe e mistura-se no sangue
enquanto sonoro nítido o mar
irrompe pelos pés como fado
pelos dedos do marinheiro…

hoje sou assim velho biombo
cruzado por tons e ventos
algas conchas e serapilheiras
cosido a antiquíssimo fiorde
espumado dentro de mim…

nem com os pássaros sigo.

4 comentários:

  1. Anónimo11:54 p.m.

    Felizmente, as palavras, caro Martim...

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  2. mas há um seguimento na poesia... belíssimo!

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  3. já não sei comentar!


    fico-me pelo muito óbvio:




    de uma beleza....nítida.....sangrante.




    beijo MARTIM.

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  4. Anónimo12:17 a.m.

    Belo mesmo, Martim!

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