2007-11-18

inundação

as águas rompem os canos
e súbitas fendem o basalto
alagando os interstícios
a parte opaca do coração.

depois uma nuvem dissolve
o marfim dos ossos e o olhar
cai então violentamente
sobre os pés as unhas breves.

de mim não mais do que onda
ou mar rebentando no cérebro.

7 comentários:

  1. inundação. solidariedade.

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  2. Anónimo12:16 a.m.

    Parece que vem aí a chuva...

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  3. como é belo este mar que tal poema deu.

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  4. Parabéns pelo blog.
    Abraço

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  5. Anónimo4:09 p.m.

    Há que tempos que não vinhas assim a terreiro! Abraço!!!

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  6. Anónimo4:42 p.m.

    subscrevo o Konde!




    _______________Bjo.



    y.

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  7. Anónimo12:21 p.m.

    E a dona do piano sempre nos brinda com links certeiros...

    Belíssimas palavras.

    (=

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