2007-07-27

Revistas y Guerra 1936-1939



3 comentários:

  1. MEU RIO

    Chore não
    Um rio não morre à toa
    Corre na terra e não voa
    Rio não é avião
    É só um leito assentado
    Eternamente pousado
    Entre as agruras do chão
    O rio é um berço da infância
    Onde se banha a lembrança
    Do nosso corpo molhado
    O rio é uma estrada d’água
    Onde lavamos a mágoa
    De um sonho não consumado

    Falo do meu próprio rio
    Rio que já faz tempo
    Vai morrendo pouco a pouco
    Vai pouco a pouco morrendo
    Falo só desse rio
    Que deságua no meu peito
    Cheio de peixes graúdos
    E de meninos pequenos
    Falo de um rio bonito
    Que existiu noutro tempo
    E hoje persiste mito
    Pela poesia que invento.

    Um abraço
    Naeno

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  2. Anónimo9:22 p.m.

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