2007-07-11

o medo até

mutila-se a água o braço mesmo
e da dor só a lentidão do sangue
tingindo o branco a pequena face.

eterna a hora desfibra o azeite
o coração combustível explode
e da pele os cactos florescem.

da escrita as letras tombam
como basalto sobre pedra indo
à sonolência da memória longe.

um dedo hirto no caminho
lembra a infinita espera a cruz
apodrecendo no centro da chuva.

é este musgo o teu sinal ferido
o medo até.

9 comentários:

  1. musgo. medo. música. muito ou pouco é vida. bjo

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  2. Anónimo8:11 a.m.

    basalto ardente. mordente.


    ressalvo o musgo.

    __________________
    que saudade. de "assim".
    beijo Martim.



    y.

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  3. Belo poema e com um final que tudo congrega.

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  4. Anónimo1:59 p.m.

    Vamos desfibrando essas eternas horas, afastando o medo, usufruindo de encantatórias palavras...

    Bjs. Boa semana.

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  5. .
    .
    até.
    .
    aqui
    .

    .poema de palpação.

    :belo:

    aquele abraço!

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  6. Anónimo8:02 a.m.

    Belo mesmo...

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  7. Anónimo1:47 p.m.

    boa tarde Martim.

    deixei um pedido no Al.


    pode ser?

    obrigada.


    y.

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  8. Mais vale não esperar por aquilo que não vem.

    Abraço
    MF

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