a princípio o mar é uma vela
aquecendo a pele a flor dos ossos
e nesse momento nada mais és
do que uma flor peregrina vogando
desde longes sem princípio ou fim.
depois vem o cansaço a inércia
cinzenta da monástica acédia
como a chuva corpo declinando
matéria rolando desamparada
caindo a pique em poço fundo.
agora o tempo vem sem usura
lustral o corpo balança ladeando
corpo contra corpo aberto sendo
no chão germinando dentro da terra
anelante de pressão sobre a carne.
afagando gea recebe a semente
e a sede então contigo sendo.
Um poema complexo, bem esgalhado.
ResponderEliminarMuitas vezes também escrevo coisas complexas.
Por isso gostei deveras.
fértil sementeira de um lume
ResponderEliminarque ninguém há de extinguir!!!!!!!!!!
beijo. de madrugada.
Martim.
Já esperava ansiosamente estas palavras férteis. Abraço...
ResponderEliminaruma das minhas "músicas..."....
ResponderEliminarMartim....obrigada.
beijo.
jocas maradas de água
ResponderEliminarTinha saudades destes teus poemas... a procura da poesis nas palavras dos sentidos.
ResponderEliminarLute-se contra a inércia...imaginando essas velas que circunscrevem os mares, onde um dia gostariamos que as cinzas se fundissem...
ResponderEliminarBjs. Óptima semana.
Esse "lume" está bem localizado, com certeza ... :)
ResponderEliminarJá Camões falava num fogo semelhante, mas mais platónico... Digo eu!
Abraço
MF
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