2007-04-11

o fogo do presságio

eis-te presa do verso que em ti alongo
como folha outonal na palma da mão
oscilante caindo no intervalo da pele.

comprimo rasgo retenho as fontes
e contigo percorro estes caminhos
nada mais esperando só esse beijo
que desde longe guardas temendo
as palavras dos últimos degraus.

desças ou subas é de "dar cima"
que falo e nestes versos decaídos
eis um coração o fogo do presságio.

8 comentários:

  1. Anónimo8:57 p.m.

    que desde longe guardas temendo
    as palavras dos últimos degraus.
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    enorme.

    beijo Martim.

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  2. pois martim


    .eis um coração.


    quer se suba
    quer se desça

    .o ritmo do presságio.

    e Alba tinha razão.

    abraço
    em fogo

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  3. Anónimo11:33 p.m.

    Poderoso, belo, arrebatador... Abraço!!!

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  4. Já sentia saudades dos teus poemas, Martim.
    Bjs

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  5. Anónimo9:51 a.m.

    Gostei MUITO e também já sentia saudades de tal voz!!!!!!!!!!

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  6. Belíssimo, Martim.

    "eis-te presa do verso que em ti alongo
    como folha outonal na palma da mão
    oscilante caindo no intervalo da pele."

    este terceto, por si só, poderia ser uma poema.

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  7. Anónimo3:40 p.m.

    Grande fogueira para os tempos escorregadios que correm! Bravo! Adorei!

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  8. Anónimo7:15 p.m.

    Que se acalme a ânsia, no intuito de outras se sobreporem, que venha esse beijo...que culmine...em tons de perpetuidade...

    Bjs.

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