2007-04-15

explosão

na cidade não há relógios
e a praça há muito ardeu.

há só esta decrépita gente
arrastando assim os corpos
contra o espelho e a chuva.

dura nas artérias uma pedra
da torrente esmaga o coração.

explode longe um pastor peregrino.

na varanda os olhos nada dizem.

13 comentários:

  1. do teu poema transparece a angústia em que vive o interior do país. muito bem retratado...adorei...

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  2. compreendo «na varanda os olhos nada dizem»,
    é como que um rasgar azul na solidão.

    Há muito que ando para o dizer:
    um abraço pelas palavrinhas
    lá no canto das cigarras:)

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  3. explodi nas palavras tuas.
    bjs

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  4. Anónimo9:04 a.m.

    Bela visão dos tempos de hoje!

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  5. como sempre para além da beleza num crescendo explosivo!

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  6. e quem precisa deles (os olhos) quando a voz assim incide?


    _________________









    beijo Martim.

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  7. As palavras na Primavera a explodir...

    Deixei msg no Kaligraphias

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  8. Anónimo2:58 p.m.

    Os olhos nada dizem, expectantes, fatigados...macera-os a decrepitude, afasta-os a dureza...

    Bjs. Boa semana.

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  9. Anónimo3:10 p.m.

    Contra o definhamento só esta poesia que é mais do que um aviso à miséria contemporânea. Abraço!

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  10. sempre tão bom ler-te.

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  11. Extremamente bonito ... mas que é que tens contra os Shoppings? :-)

    Abraço
    MF

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  12. Anónimo6:58 p.m.

    :))))))))))))descobri hoje uma excelente caligrafia....


    não me inscrevi...por isso não dexei pegada...



    .mas detive-me...de post em post...maravilhas que as aves tecem...
    :))))))))))


    Martim.

    __________________isa.

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  13. Anónimo7:26 p.m.

    Este, sem desprimor para outros, toca-me mesmo. Obrigado!!!!

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