2007-03-14

com o vento

em agosto o canyon a sede
uma língua quente o oeste
e as bailarinas nas veias
céleres devorando o sangue
na mesa escorrendo os frutos
como no tempo antiquíssimo.

ardente a velha morada os amores
declinam então sobre o absinto e
da rebentação do estio as aves fogem
como em desfilada as teclas no corpo.

agora sei que virei com o vento
súbito como o perfume das flores.

10 comentários:

  1. ardem assim as palavras. em moradas de vento.

    belíssimo!


    beijo


    B.
    _____________

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  2. oh Ave....ave ave....




    ave do meu perfume!!!!!!!!!!!!!!!!!



    beijo.




    ______________


    Martim!

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  3. Anónimo4:18 p.m.

    Está dito: belíssimo!...

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  4. Anónimo7:08 p.m.

    Este comentário foi removido pelo autor.

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  5. Anónimo7:11 p.m.

    Com o vento venham os murmúrios desses desejos almejados, mesmo que velados pelo toldo da inconsciência, entre desejos afaguemos com o olhar sedento essas aves que expectamos...

    Bjs.

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  6. Este comentário foi removido pelo autor.

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  7. boa-noite martim
    ..
    ...
    ....
    ..............
    .......
    ............
    ...................
    .....................
    .aos amores. ao perfume.

    grnd abraço

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  8. Anónimo8:05 a.m.

    Grande poema perfumado... Abraços!!!!!!!!!!!!!!!!!

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  9. Anónimo7:23 p.m.

    Momento alto, igual a muitos, felizmente, aqui neste lugar de sede. Abraço!!!...

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