2007-02-20

pedra sobre pedra

a noite vem e declina funda nos miósporos
o júbilo percorre então o corpo que sustém
as colunas da casa e o aroma do vinhático.

cintilam os líquidos e a resina do pinho
rebenta nas veias enquanto lábil a linfa
cobre o mármore e os membros vívidos.

no chão uma pedra cicatriza o tempo ácido.

9 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. Os aromas despertando o corpo

    para que discorra

    e as seivas circulem


    assim não se faz pedra
    não arrefece o mármore

    e o tempo será dócil.


    beijo

    (um lapsozito levou-me a apagar o comentário anterior)

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  3. Anónimo3:36 a.m.

    um tempo ácido lacra para sempre a resina indócil de quem assim escreve.




    e mais?



    melhor é impossível....!!!!!!!!!!




    beijo.



    readmirando o aroma intenso.


    Martim.









    isa.

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  4. tão forte e tão belo!
    um final de uma poética forte na palavra, no som e no imaginário.

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  5. Anónimo12:12 p.m.

    Assim se fazem catedrais...

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  6. .
    .
    .
    júbilo:
    o que
    sinto

    __________________________________
    hirra, a música é viciante

    tá-se bem aqui

    mas tenho que ir indo
    __________________________________

    abraço
    e
    bom entrudo

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  7. Anónimo5:25 p.m.

    Muito bonito e ambiente musical soberbo. Abraço...

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  8. Um dia os miósporos um dia...
    bom "carnevale".
    abraço

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  9. Anónimo6:51 p.m.

    Bom tempo por aqui... Intenso...

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