2007-02-07

dentro da sede

dentro do silêncio a lira chora
e o coração bate em arco seco
medindo os atalhos os timbres.

ao tempo o gado recolhe preso
vertendo os cascos no solo seu
unindo-se à noite ao estábulo.

no chão em lume um corpo
deita-se nas folhas no claustro
junto à voz da terra da pedra.

um frémito inunda a página
e as cidades dentro das veias
lembram o espaço sitiado.

não há laje que a luz não fenda
nem fungos dentro da sede.

8 comentários:

  1. Anónimo12:44 a.m.

    outro.






    outros-




    sempre.



    re.obrigada.







    (avec le temp)







    belíssima esta sede.





    .

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  2. ficamos com sede de mais palavras.

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  3. vou levá-lo comigo. se me permites, vou publicar
    Bjs

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  4. Anónimo7:06 p.m.

    "não há laje que a luz não fenda..." sim, o poder enebriante do quero, posso, logo existo...breve...

    Bjs.

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  5. Anónimo7:28 p.m.

    Belo e profundo poema. Obrigado e abraço...

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  6. Anónimo11:44 p.m.

    "não há laje que a luz não fenda..."




    pois não Martim...


    porque a sua Luz .... ....é penetrante.




    boa noite.



    I.

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  7. Anónimo12:10 a.m.

    Sede a nossa... Abraço.

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  8. claro, susana, e agradecido fico. bjos e abraços.

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