2007-01-03

lugares de fogo

nem sombra silenciosa sobre a mesa.

o odor do chá arruma na toalha azul
a primeira ausência as fundas raízes
e afasta as mágoas os gumes fundos.

um corpo evola-se então contra o rosto
amanhando a tábua da mesa profundo
e sem cansaço os remos avançam dentro
rompendo sem freio a fonte e a fraga
dando-se inflamados à saliva ao fogo.

como animal baleado os músculos cedem
mar tocando os céus dentro da boca.

9 comentários:

  1. Anónimo10:23 a.m.

    o encanto da poesia!

    ResponderEliminar
  2. Anónimo3:00 p.m.

    Martim, este poema é fogo! ...

    ResponderEliminar
  3. Anónimo4:07 p.m.

    Que hard...

    ResponderEliminar
  4. não comento.



    não sei.




    parto.


    levo.



    os gumes.


    os céus.

    ResponderEliminar
  5. Anónimo7:04 p.m.

    Fico a reler...

    ResponderEliminar
  6. Anónimo9:28 p.m.

    Vim aqui parar através das teclas de um "piano" e em boa altura o fiz!
    Fiquei "banzado"!


    Fogo!!!!

    Palavras em labaredas que aquecem qualquer ser em olhar de espanto
    pelo calor que delas emanam.

    Adorei!
    Um abraço e bom ano novo!

    ResponderEliminar
  7. Anónimo12:06 a.m.

    Um bom ano, com inspiração.

    ResponderEliminar
  8. ... não há limite para os céus... sendo o céu o limite em si mesmo, Martim. assim. mesmo nos lugares de fogo!
    beijo

    ResponderEliminar
  9. Anónimo4:37 p.m.

    Espectacular mesmo!.........

    ResponderEliminar