2006-12-17

diaporama

não sei se o anel do tempo
a chuva ácida ou o fluir
do azeite nas articulações
levarão ao remoto início.

posiciono-me como se
não houvesse objectos
como se o néon dentro de ti
fosse uma jarra no coração.

conheço agora o teu outono
o rito breve e o inverno
declinado por ti dentro.

no silêncio do incontacto
nua pensas no que somos
vidro quebrado verde
e opaco que passa rói
ferindo a pele a carne.

talvez nada passe fora
e tudo dentro sangrando
nos frios guindastes
da cidade explodida.

10 comentários:

  1. Anónimo4:45 p.m.

    Fabuloso!!!!!!!!!!!!!

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  2. Este comentário foi removido por um gestor do blogue.

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  3. reiteradamente fabuloso....apropriando-me do adjectivo do seu leitor "duke".


    que sei eu que possa dizer o já repetido antes sem me repetir????

    .


    deixo.O. Martim.

    no silêncio dezembrino que sendo agora mais frio é sempre sentido.


    beijo.

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  4. P.S. Martim....está tudo bem com o nosso amigo Al?????~


    _______________________

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  5. Anónimo6:34 p.m.

    decididamente o rito da noite...

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  6. Anónimo12:32 a.m.

    Bom rito, boa-noite! Abraço...

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  7. isabel, quanto à ave, claro; em relação ao al, vou saber. bjo.

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  8. Anónimo2:49 p.m.

    Perfeito hino ao espaço interior, não é? Abraços................

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