2006-09-16

Régio e o donjuanismo feminino: o caso de Florbela Espanca

Florbela Espanca (1894-1930), também vítima do descaso epocal, que não de Judith Teixeira, que a publicou e, como quer Cláudia Pazos Alonso, a influenciou, consegue um impulso importante de José Régio no sentido da visibilidade do seu inovador e predestinado universo poético, assente, no dizer regiano, no "sempre querer mais." De facto, o criador de Poemas de Deus e do Diabo, não obstante a chegada pós-seniana, ao observar que a obra de Florbela deveria ser analisada sob o filtro do donjuanismo feminino que lhe genitaliza toda a obra, criou mais um lugar clássico na nossa literatura.
Em 1923, é publicado o Livro de Soror Saudade, uma colecção de sonetos que, assim, cruza meteoricamente essa década efervescente, à espera então da consagração que o tempo acabou por decidir. Régio, à frente no tempo, estava lá, anunciando. De outro modo esteve com Judith Teixeira...

4 comentários:

  1. Martim Lourenço

    Por que não desenvolver 'isto' para a 'P'?

    Saudações B.

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  2. Anónimo8:05 p.m.

    Ideia forte e poesia-armadilha, de que tanto gosto. Abraço!

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  3. eu que a adoro...assim dorida
    jocas maradas

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  4. Entre outras, Mário. A ver vamos... Abraço...

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